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A gama de cursos de que o mercado de seguros dispõe é muito grande. Eles vão desde os cursos básicos de seguros, os cursos técnicos ministrados a alunos do 2º grau, até as graduações e cursos de especialização ministrados nas melhores instituições de ensino.
Fonte: Revista Apólice
Nunca se investiu tanto na formação profissional dos corretores de seguros e securitários do mercado brasileiro. Talvez, este seja um reflexo do momento de expansão que o mercado atravessa. Parte deste investimento se deve também à exigência legal da Resolução 115 de 2004, do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP - que estabelece condições específicas mínimas para a certificação técnica de empregados e assemelhados das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das entidades abertas de previdência complementar que atuem diretamente na regulação e liquidação de sinistros, nos sistemas de controles internos, no atendimento ao público e na venda direta de produtos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta.
Independente da necessidade de certificação, a procura por cursos de especialização e aperfeiçoamento aumenta diariamente. De acordo com Serafim Gianocaro, presidente da Federação Nacional dos Securitários e do Sindicato dos Securitários de São Paulo, cada vez mais as pessoas estão preocupadas em conhecer mais sobre sua área de atuação e, ainda, sobre o mercado de seguros como um todo. "Em 2006, mais de mil pessoas freqüentaram as salas de aula do Sindicato", informou.
O Sindicato Paulista oferece mais de 50 cursos anualmente, abordando todos os ramos de seguros e ainda redação, informática e línguas. Os cursos dos ramos de vida são ministrados em parceria com o Clube Vida em Grupo de São Paulo.
"A abertura do mercado de resseguros e os novos produtos que estão surgindo abrem uma nova porta para os profissionais do setor", acredita o diretor regional da Funenseg - Escola Nacional de Seguros - em São Paulo, João Leopoldo B. de Lima. Esta demanda é captada pela Escola através do estreito contato que mantém com o setor de Recursos Humanos de seguradoras e corretoras de seguros.
Hoje, a Funenseg é a maior instituição de ensino e pesquisa do setor de seguros. Ao longo dos seus 34 anos, a Escola sempre manteve sua missão de difundir o ensino, a pesquisa e o conhecimento em seguros. "O foco da Escola está na educação continuada e estamos caminhando para os cursos de longa duração", informa Lima. Ele ratifica esta nova área porque a Funenseg sempre foi muito conhecida pela promoção de cursos de habilitação de corretores de seguros, sejam eles presenciais ou à distância. Mais de 27 mil estudantes já passaram pelos bancos da Escola que, em 2006/2007 ofereceu mais de 200 cursos.
Agora, a Escola inicia uma nova fase: a dos cursos de graduação. Desde o ano passado, o Rio de Janeiro já conta com um curso de Administração com Ênfase em Seguros e Previdência, o primeiro do País com estas características. Em São Paulo, a Funenseg só aguarda o aval do MEC - Ministério da Educação e Cultura - para iniciar o processo seletivo.
"A demanda da Funenseg é tão grande que, em São Paulo, há a necessidade de expansão para um local maior, com capacidade para 30 salas de aula", explica Lima. A quebra do monopólio do resseguro abre um grande campo de trabalho. Segundo o diretor da Funenseg, o mercado vai precisar de profissionais da área de regulação de sinistros, por exemplo, trabalho que era feito exclusivamente por técnicos do IRB-Brasil Re. Outro curso muito necessário para o mercado será o de Subscritor de Riscos. Afinal, a contratação de novas apólices dependerá de uma análise minuciosa dos riscos em questão.
O corpo docente de uma instituição de ensino é a sua linha de frente. João Leopoldo B. de Lima, da Funenseg, explica que a Escola dá treinamentos periódicos aos professores, com o objetivo de manter a qualidade do curso. "Além disso, é preciso ter um material didático atualizado e coerente com o mercado", ensina Lima.
Além dos cursos presenciais, a Funenseg oferece também cursos à distância. A Escola também é responsável pela publicação de diversos títulos, além de fornecer ao mercado, diariamente, um clipping de notícias gratuito via internet.
A especialização é a motivação para os profissionais procurarem várias instituições de ensino. A FIA - Fundação Instituto de Administração - da Universidade de São Paulo oferece o curso de Aperfeiçoamento Gerencial em Seguros e Previdência, com o corpo docente formado por profissionais do mercado. Carlos Eduardo Luporini, diretor da Itaú Seguros e coordenador do curso explica que esta proximidade dos profissionais com o mercado faz com que o curso esteja sempre atualizado."Nossos professores são pessoas que participam do dia-a-dia do mercado, que vivem as mudanças de regras", conta Luporini.
O curso da FIA já está em sua sétima turma, com grande procura por parte dos estudantes, ávidos por conhecimentos mais avançados do mercado de seguros. "O perfil do estudante deste curso é securitário em nível gerencial", comenta Luporini.
Preocupação com o futuro
Muitas empresas investem na formação e na especialização de seus parceiros. Há alguns casos a serem destacados, como o da Fundação Mapfre, que atua no Brasil em cinco frentes: prevenção de acidentes, arte e cultura, formação e difusão da cultura de seguros, gestão de risco e meio ambiente e ação social.
Dentre as ações de educação da Fundação Mapfre estão as bolsas e prêmios de auxílio à pesquisa e o oferecimento de oportunidades de cursos presenciais e e-learning na Espanha. "Destacam-se também outros projetos de educação que possuem parceria com secretarias estaduais de educação - como é o caso do Cine-Educação, em São Paulo - e privilegiam alunos de escolas públicas, como são os casos do Educação Viária e o Na Pista Certa", explica Fátima Mendes, coordenadora da Fundação no Brasil.
Somente em 2006, as bolsas de auxílio à pesquisa beneficiaram cinco estudantes e pesquisadores brasileiros. Além disso, em 2007 a Fundação oferece cerca de 60 oportunidades de bolsas de pesquisa e prêmios, com valores de aproximadamente um milhão de euros para os vencedores, distribuídos entre Espanha, Portugal e países ibero-americanos.
O diretor executivo da Bradesco Seguros, responsável pela Universeg, Jorge Nasser, acredita que a formação profissional será o grande diferencial das empresas no futuro. Segundo ele, após a estabilização da economia, as seguradoras investiram bastante na engenharia de produto e, hoje, a maioria deles são praticamente commodities. Grande parte das marcas dos mercados já está consolidada e, portanto, o grande diferencial fica por conta da formação dos profissionais que comercializam os produtos.
"É uma questão de sobrevivência das empresas que quiserem se posicionar como líderes investir e participar da formação dos seus parceiros", ratifica Nasser.
A Universeg existe há três anos e já teve mais de 215 mil participações em seus cursos, que podem ser via internet, presenciais ou através de palestras e fóruns de debates. Sua atuação compreende as áreas de produtos, de treinamento em liderança e coaching e na parte técnica do seguro.
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