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Entenda a importância da adequação para proteção de dados em pequenas e médias corretoras de seguros


Fonte: C Q C S

Veja nesse artigo a importância de adequar as pequenas e médias corretoras quanto ao vazamento de dados para que não corra risco de falência.

Sabemos que os vazamentos de dados podem se tornar problemas cada vez maiores para as empresas, caso a LGPD não seja seguida à risca. A quantidade de clientes interfere diretamente em todo o lucro da organização e isso pode fazer com que ela perca bastante por conta de um descuido.

Mas, isso também pode ser um problema ainda maior para empresas de pequeno e médio porte. Existem situações que grandes organizações demoram para reverter, imagina se acontece com uma pequena ou média empresa.

Neste conteúdo, vamos falar um pouco sobre como o vazamento de dados podem prejudicar também as pequenas e médias corretoras, reforçando o uso da LGPD para que não ocorra problemas maiores. Acompanhe o conteúdo para saber mais!

Vazamento de dados: como afetam as pequenas e médias corretoras?
Com menos de um ano de vigência, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já embasou cerca de 600 sentenças jurídicas de pessoas que questionam o uso de seus dados dentro das organizações. Apesar da lei já ter entrado em vigor, as sanções previstas só passam a valer a partir do dia primeiro de agosto de 2021.

Dentre as aplicações que são previstas nesta lei, tem uma que está causando grandes preocupações às empresas, as que geram algum tipo de multa. Porém, não é uma simples multa que pode ser aplicada, existem casos que ela pode chegar até R$ 50 milhões.


De fato, isso para pequenas e médias empresas pode ser um grande problema, pois afeta diretamente o rendimento financeiro da organização caso chegue uma multa perto desse valor mencionado.

A LGPD veio para ficar, portanto, entender como funciona essa proteção de dados é algo essencial para qualquer empresa. Ou seja, o corretor de seguros precisa estar atento a este cenário, para não ser punido ou até levar a sua corretora à falência.

Adequação e compliance: qual o manuseio correto dos dados?
De acordo com Deborah Sousa, responsável pela área Jurídica/Compliance da Quiver, com a LGPD, as organizações que trabalham com dados pessoais, sejam elas pequenas, médias ou grandes, devem adotar regras de boas práticas e governança, medidas de segurança preventivas e mitigadoras, ações educativas e outras, para o correto tratamento de dados pessoais.

Dessa forma, é essencial que qualquer organização entenda e identifique a jornada de dados pessoais desde a concepção de seus produtos ou serviços até o fim do tratamento de dados; entendendo a finalidade de tratamento de cada dado pessoal coletado, como os dados são armazenados e por quanto tempo, quem dentro da organização acessa esses dados e para quais finalidades, com quais terceiros a organização compartilha dados pessoais e porque, se há transferência internacional de dados e por aí vai.

A partir desse entendimento, a organização deve começar a adotar ações para estar em compliance com a lei, melhorando ou criando processos, adotando políticas que assegurem o cumprimento da lei, melhorando sistemas e ferramentas de segurança, restringindo acesso de sistemas, dentre outros.

O processo de adequação à Lei é particular dentro de cada organização, por isso é importante que todas as empresas iniciem ações o quanto antes para evitar surpresas como um vazamento de dados, que além de sanções administrativas ou judiciais podem acarretar perda de negócios e clientes.

Essa é uma questão que envolve todos, principalmente as pequenas e médias corretoras. Ou seja, desde o indivíduo que deve ter consciência de como seu dado pode ser utilizado, quanto das empresas que participam de um ecossistema que utiliza os dados pessoais para a execução do seu empreendimento.


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