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Fonte: Fenaseg
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2007 constatou aumento do envelhecimento da população - fenômeno que pode sobrecarregar a Previdência Social - apesar de, pela primeira vez, desdeo o início da década de 1990, a proporção de trabalhadores que contribuem com a previdência ter superado a metade. Em 2007, 46,1 milhões de trabalhadores eram contribuintes da Previdência, o que representou 50,7% do total do País, ao passo que, em 2006, esta taxa era de 48,8% dos trabalhadores. Enquanto isso, verificou avanço de 4,2% na população com mais de 40 anos, enquanto no grupo com até 14 anos de idade houve redução de 0,7%, na comparação com 2006.
De acordo com a Pnad, fora a Região Norte, que registrou aumento de 1,3% na população de zero a 14 anos, o envelhecimento da população ocorreu de forma generalizada. Também foi observado na Região Norte que 23,7% da população tinha 40 anos ou mais. Além disso, o contingente de pessoas na faixa etária de zero a 4 anos (1,6 milhão) foi maior do que o de pessoas com 60 anos ou mais (1 milhão).
Nas cinco regiões do País, houve aumento na proporção de pessoas ocupadas que pagaram a Previdência Social. A Região Sudeste foi a que apresentou o maior percentual, 61,6%, e o Nordeste, o menor, 32,1%.
Pela primeira vez, a pesquisa do IBGE incluiu dados das áreas rurais dos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Nesse caso, a população residente nessas áreas representava, em 2007, 1,9% do total do País e 23,9% da Região Norte. Nos estados da Região Norte, o IBGE constatou os maiores percentuais de pessoas de zero a 4 anos, sobretudo em Roraima e no Amapá.
Os estados das Regiões Sudeste e Sul registraram os menores percentuais entre a população na faixa de zero a 14 anos, com destaque para Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (6,3%), Santa Catarina (6,1%) e Rio Grande do Sul (6,3%).
A contribuição para a Previdência aumentou em quase todas as atividades. A administração pública foi o segmento com o maior aumento, passando de 74,4% para 85,9% entre 1997 e 2007. Na indústria de transformação, o percentual de contribuintes passou de 63,4% para 67,1% no mesmo período.
O menor aumento de contribuintes foi observado na atividade agrícola, 15,9%, o que representou 6,2 pontos percentuais na comparação com o período anterior. A contribuição dos trabalho doméstico também aumentou, passando de 23,8% para 30,6%. No setor de construção o percentual de contribuintes passou de 31,7% para 32,4%.
A pesquisa demonstrou que em dez anos, a proporção de trabalhadores sindicalizados na população ocupada aumentou de 16,2%, registrados em 1997, para 17,6%, em 2007. Houve ainda um aumento expressivo de trabalhadores sindicalizados entre os trabalhadores da agricultura. Na indústria de transformação, foi verificada pequena redução da proporção de pessoas sindicalizadas. Há dez anos eram 21,0% e, em 2007, 20,3%. No comércio e reparação, houve um pequeno aumento (0,5 ponto percentual) e, na construção, não houve variação. As informações são da Agência Brasil.
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