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Fonte: Gazeta Mercantil | SP
O mercado de ações vem sofrendo quedas nos últimos dias, devido à quebra do banco internacional Lehman Brothers. Setores de vários segmentos vivem momentos de instabilidade. Porém, há boas notícias quando o assunto é o setor de seguro residencial.O investimento nesta área significa: realizar bons negócios e de longa duração é o que informa a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Toda essa movimentação vem sendo impulsionada por conta da maior abertura de crédito na construção civil, o adiantamento do 13º salário e a redução de alguns impostos. Segundo a Susep, no primeiro semestre de 2008 esse setor de seguros arrecadou R$ 437,3 milhões em prêmios, um aumento de 9,69% quando comparado com o mesmo período do ano passado.
O prêmio de um seguro residencial, em média, não ultrapassa 0,2% dos valores segurados, ao contrário do seguro de automóvel, que pode chegar a custar 10% do valor do veículo. O baixo número de coberturas residenciais pode ser entendido como resultado de uma falsa impressão de que proteger o lar é privilégio para poucos. Porém, o cenário está mudando graças ao trabalho de ampliação da cultura do seguro, realizado por algumas empresas do setor.
A Porto Seguro, que tem intensificado os investimentos na área residencial, tem uma carteira de 400 mil clientes e movimenta um faturamento de 70 milhões de reais. "O seguro residencial é um produto barato, o valor total da apólice deste tipo de serviço chega a valer R$ 300 reais e muita das vezes as pessoas não têm esse conhecimento devido à falta de veiculação destas informações. Hoje este mercado possui ativo, clientes considerados de classe média, nosso objetivo é distribuir esse serviço para outras classes sociais", declara Adilson Neri Pereira, diretor de ramos elementares da Porto.
Para Neri, o segmento vem crescendo anualmente entre 30% a 20%. Porém, há indicações que pouco mais de 10% da população possui este tipo de serviço, o que representa grande fatia de mercado a ser conquistado. Uma boa oportunidade também para as seguradoras independentes, já que este é um mercado considerado dominado por empresas bancárias. A parceria entre construtoras e imobiliárias é um dos pontos que ajudam empresas do setor a se alavancar.
Já Rodobens Corretora de Seguros possui linha específica no segmento residencial, chamado de seguro contra incêndios, mas este pode ter juntamente o seguro contra ocorrências de vendavais. Geralmente este tipo de serviço é feito em cima da reconstrução do imóvel. "O que em outros países é comum, a conscientização do patrimônio, no Brasil começa a deslanchar agora, que apesar da inicialização já apresente dados de crescimento. É importante a exploração deste mercado, que é uma das ferramentas para alavancar o PIB brasileiro. Assim como se investe em seguros de carros, o imóvel também começa a ganhar lugar", dispara Ailton Souza, diretor da Rodobens Corretora de Seguros. A sinergia que é a parceria com empreendimentos do segmento é realizada entre empresas do consórcio Rodobens. Em prêmios a corretora chega a arrecadar por ano três milhões só nesse segmento.
Acessibilidade
A Aon Affinity do Brasil, empresa do segmento de seguros massificados no país, oferece coberturas residenciais fáceis de contratar e a preços acessíveis, por meio de parcerias com concessionárias de energia, de telefonia fixa, redes varejistas e outras empresas privadas. Quem deseja proteger sua residência ou os pertences que estão nela, além de encontrar valores abaixo dos imaginados, pode contratar e pagar as apólices diretamente por meio do boleto de cobrança.
O modelo de distribuição foi desenvolvido para facilitar o acesso de seguros a qualquer grupo de afinidade, independente de sua classe social. A corretora já oferece aos consumidores finais da CPFL Energia, que atende parte do interior paulista, o Super Casa Protegida. Por R$ 5,50 mensais faturados na própria conta de energia, a cobertura protege itens da casa contra roubo e furto.
"Focada na inovação, para manter a liderança no segmento, a Aon Affinity está apostando no desenvolvimento de novos produtos, de acordo com as necessidades detectadas para cada grupo de consumidor, e canais de vendas, como a web, a venda porta a porta e em agências de serviços das concessionárias", afirma Rogério Alves, vice-presidente da Aon Affinity do Brasil.
(Gazeta Mercantil/relatorio - Pág. 4)(Cristina Ribeiro de Carvalho)
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