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Investidor deve ficar atento a altas taxas de carregamento e de administração de fundos


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Fonte: Negocios para corretores

Chegou o fim do ano e, com ele, as muitas ofertas de planos de previdência, especialmente no formato Plano Gerador de Benefício Livre, o PGBL. O argumento é que este tipo de plano permite ao investidor deduzir até 12% da sua receita bruta anual do Imposto de Renda (IR).

Ou seja, quem ganha R$ 100 mil ao ano pode aplicar até R$ 12 mil em um PGBL que esta parcela da renda não será tributada. Mas, para fazer uso desse benefício já na declaração do Imposto de Renda do ano que vem, é preciso fazer aplicação até 31 de dezembro deste ano.

Apesar dos intensos apelos de bancos e seguradoras, quem faz sua aposentadoria por meio de planos de previdência deve ficar atento à taxa de carregamento.

Esta, na largada, já morde um pedaço de toda aplicação periódica ou esporádica.

Se for de 5%, quem aplica R$ 100 na verdade está investindo R$ 95. Pode-se levar alguns meses até chegar ao valor original.

Além dessa taxa, há a de administração, usada para remunerar o gestor e que também pode chegar a 5% ao ano.

"Os fundos de previdência e os fundos de investimento comuns são quase iguais. Eu não recomendo a quem está fazendo poupança para se aposentar ter mais do que 20% nestes planos", diz o administrador de investimentos, Fabio Colombo.

Ele alerta que quem sai de um plano de previdência no curto prazo corre o risco de pagar um IR mais alto (de até 35%) do que o de fundos comuns (de até 22,5%). Colombo lembra que o PGBL só é vantajoso para quem faz a declaração completa do IR, que permite a dedução. Além disso, o IR sobre este tipo de plano incide no resgate e sobre todo o valor. Já nos planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não há a dedução de até 12%, mas o IR incide apenas sobre a rentabilidade.


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