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Fonte: CQCS - Jorge Clapp
A cooperativa é uma empresa e, como tal, estará sujeita a riscos inerentes à atividade empresarial. A afirmação é do consultor Geraldo Magela, que vem realizando uma série de palestras sobre o tema a convite da Fenacor e dos Sincors. Segundo ele, a principal vantagem da cooperativa dos corretores de seguros é a oportunidade de ganhos em escala e redução de custos: "o modelo de sociedade cooperativa apresenta-se como mais adequado ao perfil dos corretores que estão iniciando a carreira, e aqueles que têm um volume ainda pequeno de negócios", acrescenta.
Geraldo Magela diz ainda que a cooperativa dará a esses profissionais a oportunidade de adquirir "musculatura empresarial", através de um empreendimento coletivo e fundamentado na ajuda mútua. Contudo, ele ressalta que o sucesso do empreendimento sempre dependerá do "grupo de profissionais associados e da competência daqueles que estiverem à frente do negócio, como em qualquer outro tipo de organização econômica".
Nesse contexto, ele considera imprescindível que o grupo reflita sobre alguns pontos importantes antes de aprovar a constituição da cooperativa: "a necessidade é sentida por todos os interessados? A cooperativa é a solução mais adequada? Já existe alguma cooperativa - na localidade ou na região - capaz de satisfazer as necessidades dos interessados? Os interessados estão dispostos a ofertar o capital necessário para viabilizar a cooperativa? O volume de negócios é suficiente para trazer benefícios aos associados? Os interessados estão dispostos a operar - integralmente - com a cooperativa? A cooperativa terá condições de contratar pessoal qualificado para administrá-la em todos os setores?", assinala o consultor.
Quanto ao investimento necessário para a abertura de uma cooperativa, Geraldo Magela diz que é difícil definir um valor base, pois na composição desse custo é preciso considerar as taxas obrigatórias para registro, os honorários profissionais do contador e do consultor responsável por orientar todo o processo de implantação e ainda o investimento em infra-estrutura (sede, equipamentos, móveis, utensílios, etc.), marketing, capacitação dos dirigentes e colaboradores: "no tocante às taxas para abertura, acredito que fique em torno de R$ 1.000,00, porém esse custo varia de localidade para localidade. O fundamental é ter um projeto que contemple todos os custos", aconselha.
Em relação à possibilidade de participação de empresas corretoras de seguros nas cooperativas, o consultor explica que recomendou à Fenacor que solicite um parecer orientativo a respeito do assunto à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Na avaliação dele, esse parecer será fundamental para que não ocorram dúvidas e divergência de interpretação no âmbito das unidades federativas: "o registro não é centralizado, ou seja, será feito em cada uma das organizações de cooperativas estaduais que compõem o Sistema OCB. Também será fundamental unificar o entendimento entre a referida entidade e a Susep", frisa Geraldo Magela.
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