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Fonte:
Fonte Gazeta Mercantil
Para as médias e pequenas empresas, as seguradoras buscam produtos mais simplificados, personalizados e com coberturas mais adequadas a cada tipo de negócio. Esse nicho de clientes ainda vê o seguro como um produto de luxo. "Está ocorrendo gradativa conscientização dos clientes sobre a necessidade de proteger um patrimônio com elevado valor e que demanda bastante esforço para ser construído", diz Marco Antonio Gonçalves, diretor gerente comercial da Bradesco Auto/RE.
"Entretanto, a busca pelos seguros de multirisco pelas pequenas e médias empresas ainda é muito pequena se comparada com o potencial de mercado", diz Gonçalves. Das 5,7 milhões de empresas existentes no País, apenas 641 mil contam com seguro. Um índice de 11,2%. Mas pela reformulação que as seguradoras alegam estar fazendo para atrair esses clientes, em breve este setor deverá representar uma fatia mais expressiva do faturamento das companhias de seguros.
A demanda por soluções mais baratas e eficientes é grande. Na ACE, uma simples mudança no produto, que passou a ser cotado e finalizado pela web, resultou na expansão de 125% na carteira de pequenas e médias empresas, para R$ 18 milhões em prêmios. Segundo informou Marcos Couto, presidente da ACE, o bom desempenho é creditado ao investimento em sistemas, que tornou a venda do produto 100% online.
A Porto Seguro registrou alta de 27% nas vendas de seguros patrimoniais para as médias e pequenas empresas em 2007. "Procuramos formular soluções e coberturas específicas para nichos de mercado, como bares, restaurantes e hotéis, entre outros, atendendo demandas específicas", conta Adilson Neri Pereira, diretor de ramos elementares e transportes.
Além disso, a Porto investiu na busca de serviços e benefícios que atendam necessidades desses segurados, em áreas em que muitos não contam com fornecedores de confiança, como help desk (atendimento em informática) e reparos e serviços emergenciais. "A proximidade com os corretores e seus clientes nos ajuda a oferecer exatamente aquilo que eles precisam", diz
Na Marítima Seguros o crescimento das vendas para pequenas e médias empresas cresceu 24% no ano passado e passou a representar 11,28% das vendas totais do grupo, informa Cláudio Saba, diretor do ramo riscos especiais. Segundo ele, o crescimento foi impulsionado pela inspeção prévia com equipe própria para orientar o segurado e corretor na escolha das coberturas.
"Também reformulamos o produto para tornar as condições gerais mais claras, com mais cobertura e menos exclusão, bem como investimento em tecnologia para facilitar a oferta do produto pelo corretor", diz Saba. Entre as principais coberturas contratadas pelas pequenas e médias empresas estão incêndio (100%); perda de aluguel (65%); danos elétricos (61%); vendaval (53%); despesas fixas (31%); roubo (30%); e responsabilidade civil (26%)
Entre as médias e pequenas empresas, a Chubb viu sua carteira crescer 15% em 2007. "A carteira de riscos empresariais segue a estratégia geral da companhia de oferecer valor e não preço", diz Jairson Zichinelli, diretor de riscos empresariais da Chubb. Entre os serviços diferenciados, a Chubb oferece o de Loss Control, que ajuda empresas a identificar possíveis causas de acidentes que poderiam vir a interromper suas operações.
A SulAmérica também informou ter crescido 15% em pequenas e médias empresas por ter facilitado o processo de contratação. Os sistemas eletrônicos de subscrição, emissão acelerada e liberdade no estabelecimento de comissões nos ajudou no crescimento. A expectativa é de crescer pelo menos 20% neste nicho de mercado com o desenvolvimento de produtos específicos.
Um exemplo é o segmento de bio-energia, onde a SulAmérica criou um produto para usinas de açúcar e álcool. "Hoje mais de 40 usinas têm o produto com a perspectiva de crescimento ampliada para os próximos anos", diz Carlos Almeida, vice-presidente de riscos industriais e comerciais da SulAmérica.
O foco da Liberty na oferta de seguros para pequenas e médias empresas é no segmento de comércio e serviços. O ramo de seguros para pequenas e médias empresas teve um crescimento de 30% de 2006 para 2007 na Liberty, informa Paulo Umeki, diretor de produtos da Liberty Seguros. Segundo ele, a Liberty aposta em serviços e produtos customizados para esse segmento. Os produtos mais contratados contemplam as coberturas de incêndio, dano elétrico, vidros e roubo.Segundo José Bailone Júnior, vice-presidente de seguros gerais da Mapfre Seguros, este setor tem um bom potencial de crescimento para o mercado segurador brasileiro, pois ainda apresenta baixo índice de empresas seguradas. A chave para crescer é ter apólices simplificadas. "Nossos produtos para este seguimento oferecem agilidade e simplicidade na contratação aliadas a serviços emergenciais de hidráulica, eletricista, vidraceiro, chaveiro, vigilância, limpeza, possibilitando ao proprietário foco integral no desenvolvimento de seu negócio", diz.
(Gazeta Mercantil/Relatório - Pág. 10)(Denise Bueno)
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