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Fonte: O Tempo - Belo Horizonte,MG,Brazil
Que carro está mais barato, seja ele zero km ou usado, não é novidade. A surpresa vem na hora de pagar o seguro, que, apesar da queda de preço dos veículos, está mais caro. Fica então a pergunta: a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde janeiro, não valeu de nada nesse caso? Segundo as operadoras, valeu e muito, tanto para o setor como para o consumidor. Segundo o integrante da comissão de automóveis da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), José Carlos de Oliveira, se não fosse o benefício, o reajuste poderia ter sido muito maior e o mercado de seguros poderia até fechar as contas no vermelho.
"Com o aumento da venda de veículos impulsionado pelo corte de imposto, mais apólices foram vendidas, só que as despesas com indenizações de sinistros subiram ainda mais", justifica.
Nos cinco primeiros meses deste ano, enquanto a receita do setor de seguros aumentou 10% em relação ao mesmo período do ano passado (de R$ 6,01 bilhões para R$ 6,61 bilhões), os gastos com sinistros subiram 14,4% (R$ 3,74 bilhões para R$ 4,28 bilhões). Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep). "As despesas aumentaram num ritmo maior do que o faturamento, pois a sinistralidade, que inclui roubos e colisões, subiu muito em relação a 2008", explica.
Segundo ele, o setor ainda tem enfrentado outro agravante: a queda dos juros. Hoje, a taxa básica que baliza a correção dos investimentos (Selic) está em 9,25% ao ano. Nessa mesma época do ano passado, estava em 13%. O representante da Fenseg explica que quem faz seguro paga, em média, em quatro parcelas, mas na hora de devolver, em caso de sinistro, a seguradora devolve de uma única vez. "Enquanto não chega a hora de devolver, aplicamos o dinheiro, só que este ano a remuneração foi bem menor. Além disso a sinistralidade subiu de 65,2% para 67,1%", esclarece.
A conjunção desses fatores, explica ele, resultou em um reajuste médio de 15% a 20% nos seguros, em comparação ao ano passado.
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