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Fonte: Monitor Mercantil
O Banco do Brasil entrou na briga para comprar a parte que o banco holandês ING (36%) tem no controle da SulAmérica. Segundo fontes do mercado segurador, o Bradesco recuou na negociação com a segunda maior seguradora do país. O valor da negociação gira em torno de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões.
O ING vem enfrentando problemas financeiros resultantes da crise financeira internacional provocada pelo mercado de títulos imobiliários norte-americanos (subprime). O governo da Holanda vem pressionando o banco para concentrar suas operações no setor que melhor domina, ou seja, bancário, razão da possível venda da participação na SulAmérica.
Preço e a necessidade de comprar apenas com garantia de controle da gestão, podem ter retirado o Bradesco do negócio.
Já o Banco do Brasil, a exemplo do que fez com o Banco Votorantim, não descarta gestão compartilhada. Caso a operação com a SulAmérica concretize, o BB poderá liderar o setor de seguros. Mas também precisaria ter sucesso na compra da seguradora espanhola Mapfre, com quem já tem parceria via Nossa Caixa. O BB recuperou a liderança no setor bancário em agosto.
O BB já havia demonstrado interesse na compra, mas a perda que o Bradesco teve com o fim da parceria com a Porto Seguro levou o banco de Osasco a mostrar apetite pelo negócio. Bradesco e SulAmérica nunca admitiram publicamente que negociavam.
O BB já tem parcerias com a SulAmérica. É minoritário em negócios na Brasilcap (capitalização) e na Brasilsaúde (seguros de saúde). Detém 49,9% em cada uma delas. Na Brasilveículos, parceria com a SulAmérica, o BB tem 70%. Para a cúpula do BB, faria sentido comprar a seguradora.
O governo Lula tem estimulado o crescimento do BB, tanto assim que a Medida Provisória 443 foi editada para que o banco e a Caixa Econômica Federal pudessem comprar instituições financeiras.
A Porto Seguro fechou negócio com o Itaú Unibanco sob o argumento de que não foi pedida à instituição a perda do controle da gestão, exigência que o Bradesco fazia para comprar a seguradora. No mercado bancário, não há um grande banco à disposição para a compra, o que permitiria ao Bradesco dar o troco ao Itaú Unibanco e ao próprio BB. Resta ao Bradesco, no momento atual, concentrar forças no crescimento de sua própria área de seguros, onde possuiu a maior fatia do mercado (18,9%).
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