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Fonte: CQCS
22 de setembro de 2009 - Em entrevista ao periódico Valor Econômico, o ex-segurador e atual presidente do grupo Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, discorreu sobre diversos temas. Pinçamos os do setor de seguros e correlatos. Sobre as possibilidades de aquisições e associações perdidas - sendo a da seguradora Porto Seguro a mais recente - ele defendeu o modelo de negócios do Bradesco. "É preciso respeitar as diferenças, não há certo ou errado. Todos os grandes negócios recentes de consolidação no setor bancário e de seguros foram associações. O Bradesco não participou delas, não saiu vencedor. Por quê?", questionou Trabuco. "Eu colocaria isso em uma balança. Não é que não saímos vencedores. Não fazer foi uma escolha da organização, pois acreditamos em nosso modelo. As oportunidades que o mercado oferece têm que se adequar ao nosso modelo de negócios - somos um banco completo, múltiplo. Nós adquirimos o Banco Ibi porque fez sentido na estratégia incorporar quase 30 milhões de cartões, 115 agências, 171 postos avançados de atendimento dentro das lojas da C&A. O Bradesco exercita sua capacidade de escolher. Achou que era um bom negócio adquirir um banco para operar crédito consignado e fez a compra do BMC. Achou que deveria comprar uma corretora que tivesse força no homebroker, e veio a Ágora. Nossa obsessão é aumentar nossa fatia no mercado via especialização e segmentação, para que o cliente perceba que esse é o melhor banco para ele abrir conta, depositar, tomar crédito. Somos um banco que está se especializando na oferta de crédito, porque essa é a regra do jogo no Brasil futuro".
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