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Fonte: O Globo
RIO - O Banco do Brasil pretende que o setor de seguros responda por pelo menos 20% dos ganhos da companhia no médio prazo. O vice-presidente de Finanças da instituição, Ivan Monteiro, reiterou que todo o segmento segurador dentro do BB passará por uma reestruturação, mas não comentou se a aquisição da SulAmérica é uma movimento possível para impulsionar o crescimento do mercado segurador nos resultados da empresa.
"O que está em curso é uma reestruturação da área de seguros, buscando maior eficiência", disse Monteiro. "Esse segmento tem que aumentar, e aumentará, a participação no resultado final do banco", acrescentou.
O executivo, que participou de palestra organizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e pela Câmara de Comércio França Brasil (CCFB), destacou que a atual estrutura do setor segurador dentro do BB foi montada há cerca de 15 anos, com empresas separadas cuidando de segmentos diversos.
Atualmente, o banco possui o controle total da Aliança do Brasil e participações na minoritárias na BrasilPrev, Brasil Veículos, Brasil Saúde, BrasilCap, e em uma seguradora de crédito à exportação.
"Na nossa visão, há experiências no mercado mais modernas e mais eficientes do que essa. E vamos buscar uma maior eficiência do conjunto de empresas", disse Monteiro.
O vice-presidente explicou que no primeiro semestre o mercado segurador respondeu por 12% do lucro líquido do banco, contra uma média que oscilava em torno de 8%. Monteiro acredita que essa fatia poderá saltar para 20% em até quatro anos.
O executivo também ressaltou o aumento da carteira de crédito ao consumo, que pela primeira vez na história do BB superou a de agronegócios, atingindo R$ 68,5 bilhões ao final de junho, contra R$ 67,6 bilhões do agronegócio.
Para ele, o movimento é reflexo direto da aquisição da Nossa Caixa e da compra de 50% do Banco Votorantim, o que permitiu expansão no crédito consignado e no financiamento de veículos.
"Todos esses movimentos têm coerência brutal. Crescemos na carteira de crédito, temos interesse em expandir mais, vemos o Brasil como país de muitas oportunidades, mas vemos também a qualidade do que fazemos", disse Monteiro, lembrando que já houve a retomada da procura por crédito no país no segundo semestre, aumentando a competição entre as instituições financeiras.
"Não havia consenso sobre como a crise atingiria o Brasil. Para 2010 já há consenso de que o Brasil vai crescer, e vai crescer bastante. Logo, a competição na área de crédito vai aumentar bastante por dois motivos: o retorno dos competidores e o crescimento das operações do mercado de capitais", opinou.
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