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Fonte: CQCS
Maior empresa do ramo de seguro habitacional não ligada a bancos no Brasil, a pernambucana Excelsior Seguros vê com certa cautela o novo marco regulatório do setor, que tem como objetivo aumentar a competição entre as seguradoras. Mesmo assim, ainda espera dobrar de tamanho até 2012, na onda do crescimento econômico projetado para os próximos anos e por meio da expansão em outros ramos, como o de pequenas e médias empresas e o de projetos de infraestrutura.
Uma nova regra, anunciada dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida" e ainda não regulamentada, obrigará os bancos que financiam o imóvel a oferecer ao cliente três apólices de seguro: uma da seguradora do banco, outra de seguradora independente e uma terceira, indicada pelo próprio cliente. Essa modalidade de seguro cobre danos ao imóvel durante o financiamento e inadimplência nas prestações no caso de morte ou invalidez do mutuário.
Um grande problema, no entanto, pode estar na disposição dos bancos em oferecer as três opções de forma realmente isenta, avalia o presidente da Excelsior, Múcio Novaes. Apesar de acreditar que as regras possam representar oportunidades de novos negócios, o executivo prefere a cautela.
Em 2008, o seguro habitacional representou 60% dos prêmios líquidos da companhia, com R$ 48 milhões. A Excelsior espera chegar a 2012 com R$ 200 milhões em prêmios auferidos, quase o dobro do que deve registrar neste ano.
Hoje, o mercado de seguro habitacional é dominado com folga pela Caixa Seguros, que opera sobre os financiamentos realizados pela Caixa Econômica Federal e que, por esse motivo, abocanha nada menos que 73% do mercado.
Fundada em São Paulo e com passagem pelo Rio de Janeiro, a Excelsior foi transferida para o Recife em 1996 por decisão dos seus controladores, a família pernambucana Bivar. Luciano Bivar, presidente do conselho de administração da Excelsior, disputou a última eleição presidencial pelo PSL, na qual obteve 62 mil votos.
Novaes diz que a mudança para Pernambuco também visou preencher o espaço deixado por grandes grupos financeiros nordestinos que quebraram à época, casos do banco baiano Econômico e do pernambucano Banorte.
Pequena em relação às grandes companhias do setor, a Excelsior é a maior seguradora da região Nordeste, à frente da cearense Java e da baiana Aliança da Bahia, esta última ex-controladora da Aliança do Brasil, vendida em 2008 para o Banco do Brasil, por R$ 670 milhões. Para Novaes, a proximidade dos clientes da região é uma vantagem, já que o Nordeste cresce em ritmo superior ao do país. A fatia da região nos negócios da Excelsior ainda é discreta, ao redor dos 30%.
Relativamente desconhecido no Brasil, o segmento de seguro sobre responsabilidade civil e profissional também é uma das principais apostas da Excelsior. A modalidade cobre, por exemplo, indenizações que um médico seja condenado a pagar por eventual erro no exercício da função. Atualmente, a empresa tem cerca de 14 mil médicos segurados nesta modalidade, basicamente no Sul e Sudeste brasileiro, porém espera mais.
Os segmentos de pequenas e médias empresas e os projetos de infraestrutura também estão no foco da empresa. (Colaborou Altamiro Silva Júnior, de São Paulo).
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