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Fonte: CQCS
O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência quer aproveitar a entrada da classe C à rede bancária para vender seguros para clientes de baixa renda. A expectativa da seguradora é aumentar em 20% a venda de apólices abaixo de R$ 9,00 neste ano, que somaram 2,1 milhões de contratos no ano passado. O Bradesco possui hoje um total de 29 milhões de contratos de seguros.
A porta de entrada dos consumidores das classes C e D no mercado de seguros é principalmente as apólices de vida, segundo o presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, que assumiu o cargo anteriormente ocupado por Luiz Trabuco, atual presidente do banco Bradesco.
O segmento de vida responde por 70% do total de itens abaixo de R$ 9,00 comercializados pela seguradora.
Para Rossi, a carência de bancarização é um dos entraves para vender seguro aos clientes de baixa renda. Uma das estratégias da seguradora para expandir os negócios é trabalhar melhor a carteira de clientes do próprio banco, diz.
"É mais difícil vender seguro para quem não tem conta em banco. Existe um mundo de oportunidades dentro da carteira do Bradesco que ainda não atingimos", afirma Rossi.
Outra aposta da seguradora para atingir a classe C é o segmento residencial. Os negócios nessa área cresceram 18% em 2008 e tiveram participação de 10% nos 2,1 milhões de de apólices abaixo de R$ 9,00.
Segundo Rossi, ainda não há uma cultura no Brasil de proteger imóveis, mas catástrofes como as enchentes em Santa Catarina podem mudar essa percepção.
"O mercado de seguros no Brasil tem muito espaço para crescer. Hoje o país é a décima economia do mundo, mas é o 19º mercado de seguros", diz.
São Paulo tem um dos endereços mais caros para aluguéis
São Paulo está entre as dez cidades que têm os endereços mais caros da América no ranking de preços das locações de imóveis comerciais para varejo, segundo pesquisa da consultoria americana Cushman & Wakefield em 60 países.
O endereço citado é o shopping Iguatemi, cujo metro quadrado útil é negociado a R$ 7.381 ao ano -alta de 79,5% ante 2008. A 5ª Avenida, em Nova York, é a primeira, com aluguel de R$ 35.683 por metro quadrado ao ano -queda de 8,1%.
Mais da metade das mais famosas ruas do mundo sofreram queda nos preços das locações. "Só houve aumento na América Latina, no Oriente Médio e na África. O resto teve decréscimo, certamente por conta da crise", diz Milena Morales, gerente de pesquisa de mercado para a América do Sul da C&W.
KIT PARA FAXINA
A Kärcher, multinacional alemã de equipamentos e soluções de limpeza, aposta em uma nova estratégia para expandir em 20% seu faturamento no Brasil neste ano. Trata-se do desenvolvimento de um pacote completo, com equipamentos, serviços e produtos de limpeza, para nichos específicos. Segundo o diretor-geral da Kärcher no Brasil, Abilio Cepêra, a empresa já desenvolveu na unidade brasileira soluções para mineradoras, hotéis e petroquímicas. Estão em estudo na empresa agora pacotes para indústrias alimentícias e laboratórios químicos. Até agosto, a receita da subsidiária brasileira aumentou 12% neste ano, atrás apenas do resultado da matriz alemã. Em todo o grupo, a expectativa é repetir neste ano a receita do ano passado, de 1,4 bilhão.
VIÉS ELEITORAL
Apesar da pressão contrária do presidente Lula, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, segue testando suas opções eleitorais. Ontem, Meirelles reuniu-se com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e recebeu convite oficial para se filiar ao partido. Meirelles tem até março de 2010 para decidir se permanece ou não no BC.
COMPANHEIROS 1
O presidente da CUT, Artur Henrique, e dirigentes de centrais sindicais de 12 países encontraram-se ontem com o presidente Lula, em Pittsburgh (Estados Unidos), onde ocorre encontro da cúpula do G20.
COMPANHEIROS 2
Os sindicalistas cobram de Lula apoio para que o G20 crie metas internacionais de geração de emprego (para serem discutidas em um grupo formado por ministros do Trabalho dos 20 países e representantes dos trabalhadores e empresários) e de tributação progressiva. O movimento sindical internacional defende que os mais ricos paguem mais impostos, e os assalariados, menos.
COPENHAGUE 1
Mais de 500 empresas globais, de cerca de 50 países, aderiram à carta intitulada "Copenhagen Communiqué", que pede a líderes internacionais o comprometimento na redução de emissões de gases do efeito estufa em pelo menos 50% até 2050. O documento assinado por empresas como Shell, BP, Coca-Cola, eBay, Starbucks e a brasileira Vale foi entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, durante o encontro sobre clima, em Nova York.
COPENHAGUE 2
Uma declaração de Roger Agnelli, presidente da Vale, foi destacada no site do "Copenhagen Communiqué", que tem o apoio da Fundação Príncipe Charles, da Inglaterra. "Eu assinei o "Communiqué" porque estou convencido de que o mundo está mudando de uma economia de mercado para uma economia "verde" de baixo carbono", disse Agnelli.
ROTA ALTERNATIVA
O volume diário de remessas da DHL Express, de serviços expressos e logística, cresceu 35% durante a greve dos Correios, iniciada dia 16 e encerrada ontem. Houve também alta de 80% nas chamadas em sua central.
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