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Fonte: Porto Nacional
O mercado de seguros manteve sua trajetória de crescimento em agosto, sem a dependência excessiva dos planos de vida geradores de benefício livre (VGBLs), como acorreu nos últimos anos.
No acumulado até o oitavo mês do ano, as vendas das seguradoras subiram 9,5%, para R$ 48,381 bilhões, contra R$ 44,196 bilhões contabilizados em igual período de 2008, segundo os últimos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que exclui o ramo saúde.
No VGBL, a captação chegou a R$ 17,619 bilhões, 17% acima R$ 15,052 bilhões registrados de janeiro a agosto do ano passado. Nos seguros de vida, apólices em grupo e individuais, principal carteira do ramo de pessoas, os prêmios foram a R$ 5,284 bilhões, incremento de 13,6%. Com receita de R$ 1,669 bilhão, os acidentes pessoais cresceram 17%.
Patrimônio
O seguro de automóvel, somado à cobertura de responsabilidade civil facultativa, manteve a sua evolução acima da média do mercado. De janeiro a agosto, o faturamento do produto, da ordem de R$ 10,950 bilhões, foi 11,6% superior aos R$ 9,814 bilhões realizados em igual período de 2008.
Embalados pelas obras de infraestrutura e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os riscos de engenharia sustentaram o ritmo de expansão acelerada, que no acumulado até agosto foi de 106,4%, ao captar R$ 478,8 milhões. As vendas das apólices de riscos operacionais, que atingiram R$ 857,2 milhões, também subiram, na grandeza de 23,7%, o que não ocorreu com os planos de garantia estendida, que permaneceram em queda, de 20,3%, com receita de R$ 795,2 milhões. Com faturamento de R$ 669,3 milhões, os multirriscos residenciais subiram 7,1%, enquanto os pacotes empresariais ficaram estáveis, com pequena alta de 1,2%, para R$ 807,2 milhões.
Os seguros de transportes, por sua vez, até agosto, ainda retrataram um quadro de desaquecimento, quando comparado com igual período de 2008. As coberturas que protegem a movimentação de mercadorias no País cresceram apenas 4,8%, para R$ 340,2 milhões. Situação pior foi verificada nas garantias de importação e exportação, que caíram 13,1%, para R$ 266,8 milhões. Na responsabilidade civil do transportador rodoviário de carga, a situação não foi diferente: a receita R$ 303,8 milhões recuou 6,4%.
Quadro inverso, contudo, pôde ser observado nos seguros financeiros, cujas vendas permaneceram ascendentes. Até agosto, cresceram significativos 80,6%, com receita de R$ 518,1milhões. Em escala um pouco abaixo, os seguros agrícolas também reafirmaram em agosto a sua fase expansionista. O faturamento de R$ 526 milhões subiu 72,9%, frente à igual período de 2008. [8]
Lucro
O lucro líquido do mercado de seguros brasileiro chegou a R$ 6,441 bilhões em agosto, 8,7% a menos do que em igual período de 2008, quando o resultado ficou em R$ 7,058 bilhões, segundo as estatísticas da Susep, cujos dados são enviados pelas seguradoras ainda sem auditagem, além de incluir participações em coligadas e controladas. Em patrimônio líquido, os mesmos dados da autarquia mostram que o mercado acumulou até agosto R$ 54,036 bilhões, crescimento de 24,5% sobre os oito primeiros meses do ano passado, quando o PL contabilizou R$ 43,406 bilhões.
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