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Fonte: CQCS
Eu vi o seu Pare e Pense sobre canais de distribuição e fiquei pensando sobre os exemplos que você deu e imaginando algumas coisas.
Se no Brasil a comercialização de seguros é exclusiva dos corretores de seguros, significa que por trás de cada venda deveria haver um corretor de seguros. Na prática, até pelas vantagens tributárias, há uma corretora de seguros e nesta, um corretor de seguros que é o responsável técnico pelo processo de oferecimento e comercialização de seguros. Isso não quer dizer que o mecanismo de comercialização deve exigir a presença física do corretor a frente do cliente, pois com alguma coisa perto de 75 mil corretores habilitados no país, os seguros seriam infimamente distribuídos.
Estive em um magazine outro dia. Vi que lá havia um balcão de venda de planos odontológicos e umas quatro moças encarregadas de abordar os clientes. Curioso me deixei abordar por uma das moças e puxei conversa. Perguntei quanto aquela atividade lhe rendia por mês. A moça me disse que uns R$ 1.100,00 entre salário e comissão, mais vale-transporte e alimentação e seguro de vida. Antes disso estava desempregada há dois anos. De uma forma ou de outra o mercado de seguros a retirou de casa e agora, segundo me disse, quer fazer carreira e já havia se matriculado no Curso de Habilitação de Corretores de Seguros.
O cliente que compra seu plano odontológico no magazine percebe valor. É no magazine que esse serviço é comercializado e é lá que ele tem acesso a ele. Provavelmente, antes disso, ninguém o havia abordado com oferta semelhante ou teve capacidade de explicar em detalhes os custos x benefícios do plano.
Eu tenho certeza que por trás daquele balcão no magazine há uma corretora de seguros estabelecida e alguém que teve a idéia de sair do status quo e realmente ir aonde o cliente está.
Talvez aí esteja o cerne da questão.
Ao invés de reclamar que a atividade está sendo invadida por pessoas não qualificadas para tal deveríamos estar pensando em como disponibilizar de forma institucional espaços para que os corretores de seguros possam enxergar oportunidades reais, que com certeza estão em ramos de seguro como vida, saúde , residenciais, etc.
O mercado de seguros precisa correr atrás do seu espaço econômico. Isso se faz com capacitação de quem vende, empreendedorismo e boas idéias. Além disso, com gente que gosta de correr riscos e inovar.
Eu continuo acreditando!
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