Notícias

Procura por seguro deve triplicar


Fonte: O Diario de Mogi

Dentro dos próximos cinco anos, a procura por seguros de veículos, residências, empresas, vida e previdência, deverá ser triplicada não só em Mogi das Cruzes, como em todo o País. Ao menos essa é a expectativa de profissionais do segmento na Cidade, que comemoram amanhã o Dia do Corretor de Seguros. Para eles, a data deverá ser celebrada por todos nesta área, já que, com o atual mercado aquecido, a estimativa é de que o setor cresça de 7% a 10% apenas neste ano.

"Temos um fator muito positivo que é o aumento na venda de veículos. Além disso, estamos com uma economia estabilizada e a própria população mudou a cultura e hoje pensa muito mais em proteger seu patrimônio. Diante de tudo isso, acreditamos que nosso setor crescerá em até 10%, o que está acima do mercado, já que a previsão é de que a economia tenha um crescimento de 4% a 5%. Além disso, para se ter uma ideia, devemos atingir nos próximos anos 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Hoje, ainda estamos em aproximadamente 2,5%", explica o proprietário da Montezumas Corretora de Seguros, Fábio Ferreira Mattos, que também é presidente do Clube dos Corretores e Coordenador do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP).

Apesar de ter registrado um aumento na procura por seguros nos últimos anos, o corretor avalia que ainda há um grande potencial de crescimento no mercado brasileiro. "Aproximadamente 50% dos veículos na Cidade ainda não possuem seguro e essa ainda é a linha mais procurada pela população (leia mais nesta página). Também precisamos investir e incentivar as pessoas a fazer outros tipos de seguro. Hoje, temos um leque muito grande de produtos e de seguradoras. E o corretor é o único profissional habilitado a fazer essa venda. Além disso, ele se torna um verdadeiro consultor e adequa o produto à real necessidade do cliente", pontua ele, que atua nesse ramo há 10 anos.

Já o proprietário da Corretora de Seguros Nogueira e Valladez, Wilton José Nogueira, que também é diretor regional do Sincor, está otimista com a vinda da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 para o Brasil. "Isso influencia diretamente nosso setor, já que deve aumentar o risco de viagem, de transporte, entre outros, e consequentemente haverá maior procura por seguros. Aliás, nos próximos cinco anos, já sentiremos bruscamente esse avanço, sendo que a procura deverá ser triplicada", frisa.

De acordo com ele, o Alto Tietê acumula hoje um total de 840 corretores de seguros, sendo 270 de pessoas jurídicas e o restante de pessoas físicas. "A concorrência aumentou muito. Por ano, cerca de 600 profissionais são formados pela Fundação Nacional de Seguros. Mas isso é proporcional ao aumento da demanda. Ainda assim, acredito que estamos engatinhando e ainda temos um vasto campo para explorar nesse setor", aponta.

Apesar de o valor do seguro variar de acordo com o produto e com as condições, o corretor explica que o custo foi reduzido nos últimos anos. "Além disso, o preço é sempre proporcional ao que está sendo segurado. Hoje, é muito mais acessível ter essa proteção e isso também ajuda nosso mercado a crescer. O seguro traz muitos benefícios. É o único segmento que devolve à sociedade um dinheiro de indenização. Ele mantém o equilíbrio da situação e a deixa igual a anterior ao acidente. É extremamente importante ter essa garantia, já que estamos falando de um futuro incerto e de acidentes que sempre são imprevisíveis", enumera.

Há 20 anos trabalhando como corretor de seguros em Mogi das Cruzes, Nogueira conta que o avanço na tecnologia influenciou diretamente na qualidade do serviço prestado. "Hoje, estamos passando por uma das melhores fases do ramo. A informatização das vendas tornou o serviço mais ágil, assim como o acesso à informação. Atualmente, temos condições de, em poucos minutos, passar todos os dados de um seguro para o cliente. E o corretor consegue mapear exatamente as necessidades e melhores produtos para atender o perfil do segurado", descreve.


« Voltar