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Compra do IRB pelo BB divide opiniões


Fonte: CQCS

O mercado segurador foi pego de surpresa, nesta quinta-feira, pela proposta de compra da participação do governo no IRB Brasil Re pelo Banco do Brasil, que em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou as tratativas nesse sentido, embora sem efeito vinculante, autorizadas pela União Federal, através do Ministério da Fazenda. A notícia dividiu opiniões. O presidente da Associação Brasileira das Corretoras de Resseguros (Abecor-Re), Carlos Alberto Protasio, por exemplo, disse que a compra pelo Banco do Brasil da participação do governo no IRB poderá ser bastante positiva para o mercado. Achei a notícia excelente, fantástica. O IRB pode ter uma atuação mais independente a partir dessa negociação. É muito bom para o futuro da resseguradora, comentou Protasio, que não vê qualquer impedimento de ordem legal na compra direta da fatia do governo no IRB pelo banco estatal. Já o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ), Henrique Brandão, disse que, a princípio, é preciso olhar esse negócio com toda a atenção, pois estão em jogo os interesses de todo o mercado. O Banco do Brasil, com o controle do IRB, ficará dos dois lados do balcão, atuando como segurador e ressegurador. E como ficará a reserva das informações de todo o mercado nacional que tem negócios com o IRB?, questionou. A União possui 100% das ações ordinárias do IRB e 50% do capital total. Bradesco e Unibanco são os grupos privados com maior participação no capital da resseguradora. O IRB, maior grupo ressegurador da América Latina, registrou lucro líquido de R$ 82,2 milhões de janeiro a julho, 56,5% a menos do que em igual período de 2008. O patrimônio líquido de R$ 1,938 bilhão caiu 2,9%. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em 4,26%, uma queda de 57,9% sobre 10,12% contabilizada em julho de 2008. Os ativos totais até julho somaram R$ 10,418 bilhões, alta de 15,7%. As provisões técnica subiram 21%, para R$ 3,264 bilhões. Enquanto os prêmios retidos de R$ 940 milhões cresceram 2,1%, os sinistros aumentaram 31,9%, para R$ 834 milhões. Com os sinistros em alta, o resultado operacional, embora positivo em R$ 50,8 milhões, despencou 81,4% em relação ao acumulado até julho do ano passado.


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