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Fonte: Portal Nacional de Seguros
O clima no exterior é de pessimismo e de ceticismo, mas o Brasil nunca viveu um momento como esse, em que é a primeira ou segunda opção de investimento, segundo avaliou o presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi.
Ele constatou, ao participar de dois eventos internacionais nas últimas semanas, que há um claro contraste em relação ao Brasil, de quem todos falam bem. Precisamos capturar as oportunidades, assinalou o executivo, que também é vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi), em palestra no Insurance IT Meeting, evento que a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) realizou no final da semana passada sobre tecnologia da informação na área de seguros.
Na visão do executivo, esse cenário favorece o mercado de seguros e há muito espaço para ocupar. Depois de afirmar que o Brasil tem a décima economia do mundo e poderá ficar entre as cinco maiores já em 2016, Marco Rossi lembrou que os mercados de seguros, previdência complementar aberta e capitalização ainda ocupam um modesto 17º lugar no mundo em receita de prêmios e contribuições. Houve um avanço grande de 1994 para cá, principalmente no ramo de pessoas. A participação no PIB, que era de 2,8% em 2001, subiu para 3,3%. Mas está muito abaixo de onde deveria, observou, destacando que o desafio é buscar eficiência para aproveitar as oportunidades.
Marco Rossi sustentou ainda que é necessário levar em conta que as novas gerações dificilmente comprarão seguros como se faz hoje. Em sua opinião, a área de TI tem que criar novos modelos, assim como é preciso que haja um reposicionamento dos produtos para que o mercado possa vendê-los para todos os segmentos da sociedade. E complementou: Precisamos recriar conceitos, com a oferta de produtos interligados.
POTENCIAIS. O executivo considerou que há boas chances de negócios tanto em segmentos já consagrados quanto em áreas ainda pouco desbravadas. Como ramo tradicional com potencial de crescimento, mencionou o automotivo, no qual o Brasil é o quinto maior produtor de carros do mundo e o segundo em número de montadoras instaladas, mas que tem uma frota segurada ainda muito pequena. Entre os novos nichos com perspectivas de expansão, apontou o de assistência odontológica. A Bradesco, por exemplo, é a maior empresa do ramo, com 4 milhões de pessoas em suas carteiras nesses planos. Já a líder nos Estados Unidos tem 40 milhões de clientes. Acredito que quem liderar o mercado brasileiro pode ter tranquilamente uma carteira com até 15 milhões de segurados nos planos odontológicos, estimou.
Outro segmento citado por ele foi o ramo saúde. Marco Rossi vê espaço para avanços também nessa modalidade, embora tenha reclamado da interferência do Estado, especialmente no que se refere ao controle de preços. Queremos ser fiscalizados, mas precisamos trabalhar com preços justos, clamou.[2]
O executivo também defendeu a redução do número de normas para modalidades como o microsseguro, julgando como fundamental a desburocratização para viabilizar esse tipo de produto. Ainda sobre microsseguros, ele lembrou que, atualmente, seguros de custo baixo são vendidos, muitas vezes, através de parcerias com redes de varejo, que acabam ficando com a maior parte do ganho. Os desafios a vencer, portanto, para ele, são muitos.
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