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Fonte: Último Segundo
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu na última semana pelo menos duas solicitações de administradores de fundos de investimento para averiguar as condições da venda da operadora de telefonia GVT para o grupo francês Vivendi. Conforme apurou a Agência Estado, um dos questionamentos diz respeito à ausência de um indexador para corrigir o preço a ser pago na oferta que a Vivendi fará pelas ações dos minoritários da GVT - o chamado tag along, no jargão de mercado.
Mas o próprio processo de aquisição ainda desperta dúvidas no mercado e no órgão regulador.
Os pedidos de análise na CVM foram feitos pela Dymamo Administradora de Recursos e pela GAP Prudential Gestão de Recursos. Procuradas, nenhuma das instituições quis se manifestar, enquanto a autarquia informou que não comenta processos em andamento.
A Vivendi fechou a compra da GVT no último dia 13 de novembro por meio de uma intrincada operação. Os franceses compraram diretamente 37,9% das ações da operadora. Mas foi o direito de adquirir outros 19,6%, obtido por meio de contratos de opções, que garantiu aos franceses o controle da empresa. O preço pago por ação da GVT, de R$ 56,00, avaliou a operadora em R$ 7,2 bilhões.
Ao anunciar a compra da maioria das ações, a Vivendi acabou superando a Telefônica, que havia oferecido R$ 50,50 por ação da GVT em um leilão que seria realizado no dia 19 de novembro. Parte do mercado aguardava uma ofensiva dos franceses, mas por meio de uma contraoferta no próprio leilão, e não da maneira realizada, que acabou impedindo uma guerra de preços pela operadora.
Após consulta da CVM, a GVT informou hoje que a Vivendi já exerceu o direito de comprar 8,520 milhões de ações, enquanto os outros 16,414 milhões de papéis ainda não foram exercidos. As opções foram compradas da Tyrus Capital. Essa participação na GVT, no entanto, não era mantida diretamente, mas sim por meio de contratos de swap referenciados em ações. Com isso, o acerto das opções ocorreu com a cessão das posições de swap para a Vivendi.
No pregão da Bovespa, os papéis da GVT tiveram mais um dia atípico de negociações, com um volume total de R$ 135 milhões. As ações encerraram o dia em queda de 0,45%, cotadas a R$ 55,00. Sozinha, a corretora do Credit Suisse foi responsável por compras líquidas de R$ 81 milhões da ação, enquanto a Icap foi o principal destaque na ponta contrária.
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