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Seguro popular é a porta de entrada para o mercado


Fonte: CQCS

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, afirmou que o seguro popular é encarado como a porta de entrada para o mercado de seguros. "Depois podemos oferecer a esse consumidor uma apólice de automóveis ou algum outro seguro", afirmou o executivo.
Segundo ele, boa parte do público que está comprando o seguro popular não tem conta em banco. Por essa razão, a seguradora encara a estratégia de vender seguros para a baixa renda também como uma forma de levar novos clientes para dentro da instituição. "Muitas dessas pessoas estão tendo o primeiro contato na vida com um banco e podem virar um correntista", diz Rossi, acrescentando que "o mais comum é o banco levar clientes para a seguradora".

A Bradesco Seguro está vendendo a R$ 9,90 por mês os seguros de acidentes pessoais, auxílio para funeral e títulos de capitalização. Na reportagem, Rossi explica que essa foi a embalagem que a Bradesco formulou para atrair o público de baixa renda. A ideia é vender um pacote de seguros como aqueles combos dos restaurantes de comida rápida. No lugar do lanche, apólices e coberturas para um público que nunca teve seguro antes.

A estratégia deu certo. Somente nos primeiros dez meses do ano, a seguradora vendeu 2,5 milhões de seguros populares, que incluem apólices de perda e roubo do cartão, acidentes pessoais e residencial. É uma média de mais de 11 mil seguros vendidos por dia útil. "Esse público gosta da ideia de comprar um combo, de ter um pacote de produtos", diz Marco Antonio Rossi.


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