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Fonte: Diário de Pernambuco, Carro
Carlos explica o porquê, apesar de um carro usado ser metade do valor de um novo, o preço do seu seguro é quase o mesmo de um automóvel com nota fiscal
Ao olhar os números dos seguros de carros feitos em Pernambuco é fácil perceber o quanto o mercado de seminovos é importante para o estado: cerca de 40% dos seguros pertencem à categoria. E esse número tende a se expandir no próximo ano. De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Pernambuco (Sincor-PE), Carlos Valle, 2009 termina com uma marca de 20% de crescimento no setor de seguros de carros seminovos e essa porcentagem deve aumentar em até 10 pontos em 2010. "Estamos otimistas. Ao formular medidas para incentivar a compra de carros novos, o governo incentivou também o mercado de usados, pois quem compra precisa se desfazer do carro que já tem e muitas vezes coloca à venda um veículo em ótimo estado", argumentou.
E Carlos explica o porquê, apesar de um carro usado ser metade do valor de um novo, o preço do seu seguro é quase o mesmo de um automóvel com nota fiscal. "O veículo usado está mais propício a acidentes. As peças como freio, embreagem, pneus e alinhamento estão desgastadas e o próprio dono de um carro usado é mais relapso com o que possa acontecer a ele. Isso é comprovado. Outro ponto é que as peças para reposição serão as mesmas. Não importa se seu carro tem cinco anos. Caso você bata, vai querer um capô novo".
Contudo, Carlos ressalta que a tendência das seguradoras é adaptar os seguros ao perfil dos motoristas, ou seja, entram na conta não apenas a idade da máquina, mas seu uso, os locais de deslocamento, e até os hábitos do dono. "Um seguro para um vendedor solteiro, que vai viajar com o carro, usá-lo muito nos fins de semana, é diferente de uma pessoa casada, que vai de casa para o trabalho. Os riscos de acidente, o desgaste e o perigo de assaltos contam muito".
Carlos lembra ainda que, na hora de comprar um usado, é importante reparar em certos detalhes que possam impedir a realização de um contrato de seguro para o veículo. "Carros rebaixados ou veículos que mudaram o combustível e não notificaram ao Detran não são segurados. E modificações externas do tipo: tirar os bancos, modificar para outro uso, também não são aceitas", disse.
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