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Fonte: Brasil Econômico | Finanças | BR
Muitas companhias ainda não têm uma área que cuide somente da gestão de riscos.
A percepção da indústria de seguros brasileira sobre a necessidade de aperfeiçoamento dos processos de gerenciamento de riscos não é tão forte quanto lá fora, avalia o sócio da KPMG Brasil responsável pelo setor de seguros, José Rubens Alonso.
Ele aponta quemuitas empresas não têm uma área que cuide exclusivamente da gestão dos riscos de todos os departamentos da companhia. "Não que essa função não exista e que ninguém esteja fazendo nada a esse respeito, masmuitas vezes essa atividade (de gestão de riscos) está um pouco espalhada nas organizações", afirma Afonso.
"O risco de sistema é a própria área de sistemas que acaba por fazer planos de contingência, e cada área individualmente busca avaliar, identificar e prevenir riscos específicos das suas áreas", exemplifica. Segundo ele, o modelo mais eficiente é o centralizado, em que a gestão seja feita de forma coordenada por uma área. "No Brasil, isso ainda está numa fase um pouco incipiente", avalia.
Já na parte de gerenciamento dos investimentos dos recursos de seguros, Alonso afirma que existem seguradoras brasileiras com modelos bem sofisticados, que buscam a melhor relação entre risco e retorno.
A redução da taxa básica de juros no últimos meses já fez com que o perfil de investimentos das seguradoras mudasse um pouco. Com uma gestão conservadora, concentrada em títulos públicos do governo federal, as seguradoras estão migrando paulatinamente para papéis de dívida privada, observa Alonso.
"Se a tendência de queda da taxa de juros persistir no longo prazo, é inevitável que isso aconteça", afirma. As regras da Susep com relação à aplicação dos recursos de seguros é bem conservadora, mas acabou se mostrando acertada na crise econômica.
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