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Negócios aquecem no final do ano


Fonte: i Informação

Na véspera do último dia do ano foram anunciados cinco negócios que envolvem empresas portuguesas e quase 150 milhões de euros, até ao fecho desta edição. O final do ano é fértil na concretização de operações, movimentos que se prendem com o rearranjo de carteiras e com transacções que têm impacto positivo nos resultados das empresas.

As aquisições de maior dimensão realizaram-se entre empresas públicas e incidiram sobre participações na EDP e na REN. A Caixa Geral de Depósitos vendeu 3,9% do capital da Redes Energéticas Nacionais à Parpública, reduzindo a sua posição a cerca de 1% no capital da empresa. Esta transacção foi feita ao preço de 3,1 euros por acção, um valor ligeiramente acima do fecho de ontem em bolsa (2,99 euros) e permitiu um encaixe de 64,5 milhões de euros e uma pequena mais-valia para a Caixa. Esta operação permite um reforço da liquidez do banco público, na medida em que as acções alienadas à holding do Estado não tinham sido privatizadas, ou seja, não podiam ser vendidas em mercado.

Em Outubro do ano passado, em plena tempestade financeira, a Caixa alienou à Parpública 15% da REN e 5,3% da Águas de Portugal. Estas operações geraram uma receita de 286 milhões de euros e mais-valias de 155 milhões de euros.

Também ontem, a Parpública vendeu 0,44% do capital da EDP à Parcaixa, holding controlada por si e pela CGD. Esta transacção, feita a preços de mercado segundo fonte oficial da Parpública, é um rearranjo de carteira. Para além de uma receita da ordem dos 50 milhões de euros, a venda deverá gerar uma mais--valia para o lucro da Parpública.

OPA da Cimpor: contagem arranca Ontem foi também o dia escolhido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para fazer o pedido de registo da OPA (oferta pública de aquisição) sobre a Cimpor. A partir da recepção do projecto de prospecto, a administração da Cimpor tem oito dias para dizer se aceita ou recusa a oferta. A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários tem também oito dias para aceitar o registo da OPA, prazo que é suspenso quando são pedidos elementos adicionais. O grupo brasileiro CSN oferece 5,75 euros por cada acção da cimenteira, valor que já foi ultrapassado. Ontem a acção fechou a 6,43 euros.

Finibanco e Mapfre aliados O Finibanco firmou um acordo estratégico com a seguradora espanhola Mapfre. A parceria envolve a venda de 50% da Finibanco Vida - Companhia de Seguros de Vida por um valor que pode ascender a 15 milhões de euros. Depois de concretizada a aquisição, o grupo espanhol assume o controlo da gestão da Finibanco Vida. Esta parceria prevê um acordo de distribuição exclusiva dos produtos das duas entidades.


Reditus compra a Pais do Amaral A Reditus adquiriu a totalidade da Partblack, empresa que tem a representação exclusiva da Panda Security em Portugal. O negócio está avaliado em 7,5 milhões de euros. A Partblack foi objecto de fusão com a Eurocarisma, que foi comprada por Pais do Amaral em 2008, passando a ser representante exclusivo da Panda Security, empresa que produz software de segurança (antivírus). Pais do Amaral é presidente da Reditus e o seu maior accionista com 28% do capital.

Mota investe em Angola A Mota-Engil vai investir mais de 15 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para ficar com a maioria do capital da empresa FATRA, que opera no sector trefilaria. A compra, feita à Fapricela, visa colmatar a carência de oferta de rede electrossoldada e de pregos naquele mercado.


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