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Seguros dos dois acidentes ascendem aos cinco milhões de euros


Fonte: Diário de Notícias - Lisboa

Acidentes em cadeia de segunda-feira estão a ser investigados mas os seguros vão avançar. Especialistas estimam custos

Os custos com os dois acidentes em cadeia na A25 e que envolveram 59 viaturas e provocaram a morte de cinco pessoas ultrapassam já os cinco milhões de euros.

O apuramento das causas dos sinistros está a cargo do Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação (NIAV) da GNR. O Ministério Público abriu uma investigação criminal e as seguradoras já anunciaram que vão activar um protocolo para acidentes em cadeia para acelerar o pagamento das indemnizações.

A estimativa dos custos foi feita ao DN por Miguel Fidalgo, corretor de seguros, e teve por base "os valores habituais pagos em acidentes de viação". Entre as despesas a pagar, incluem-se custos hospitalares e indemnizações às famílias das vítimas mortais, indemnizações por perdas e reparações de veículos e a reparação do pavimento, que ontem começou a ser feita pelos técnicos da concessionária da auto-estrada. No caso da perda total do veículo, as seguradoras indemnizam "com base no valor comercial do veículo ou, no caso de ter danos próprios, no montante contratado".

Às 59 viaturas foi atribuído um valor médio de 15 mil euros, enquanto para as vítimas, a grande maioria já com alta, "foi atribuída uma indemnização de mil euros". O cálculo para as vítimas mortais "varia em função dos seus proventos - declarados fiscalmente" e teve em conta "o valor máximo atribuível, que é de 750 mil euros".

Os custos hospitalares estão estimados em "400 euros diários para o internamento e 150 euros para atendimento na urgência", revelou fonte do Hospital de Viseu, para onde foram transportados 27 feridos do acidente. Foram ainda calculadas "indemnizações de dez mil euros aos onze feridos graves ainda internados, o que atinge um valor que ultrapassa os 5,5 milhões de euros€", conclui o especialista.

A este valor "há que juntar os danos na auto-estrada: piso novo, sinalética, separadores, muros e vedações que fonte da concessionária estima que ascendam a "meio milhão de euros".

Tudo somado atinge os cinco milhões de euros,€ mas as seguradoras "podem assumir encargos, máximos, de 182 milhões", revela outro mediador. O "seguro obrigatório garante as indemnizações devidas por danos pessoais e ou materiais causados a terceiros, bem como às pessoas transportadas, com excepção do condutor do veículo", diz Nuno Pimenta. O seguro garante um valor máximo de "2,5 milhões para danos corporais e 750 mil euros para danos materiais".

Os valores foram actualizados em Dezembro na sequência da transposição, para o direito português, do Diploma da Quinta Directiva sobre o Seguro Automóvel. Valores a partir dos quais são calculadas as indemnizações, em caso de morte ou danos físicos permanentes, "e tendo por base a idade, os rendimentos, número de filhos e importância para o sustento da família", adianta. Cada um dos veículos envolvidos no acidente tem um capital seguro mínimo, com o qual "e até esse montante, as companhias são obrigadas a pagar", diz Nuno Pimenta.

Ao accionarem o protocolo para pagamentos em casos de acidentes em cadeia (ver caixa) as seguradoras irão propor os valores que englobam os decorrentes da ausência, forçada do trabalho, mas não cobrem os danos sofridos pelo condutor do veículo. No caso de alguma das viaturas não ter seguro, os danos são assumidos pelo


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