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Fonte: Exame
Maria Ribera é "chairman" da GVC Gaesco e em 1971 tornou-se na primeira corretora europeia.
Faltavam pouco mais de dez minutos para as nove da manhã. Naquele dia, Paris tinha acordado sob um manto frio que anunciava a chegada do inevitável Outono. A contagem decrescente até à hora certa deixava antever um momento histórico. O sino da bolsa francesa era tocado pela primeira mulher corretora da Europa.
Numa conversa com o Diário Económico, Maria Angels Vallvé Ribera deu a conhecer alguns dos capítulos da sua vida que começou há mais de 60 anos em Barcelona. Com duas licenciaturas, uma em Economia outra em Direito, tiradas na Universidade de Barcelona, Maria Ribera entrou para a história dos mercados ao tornar-se, em Outubro de 1971, na primeira mulher corretora da Europa. O caminho não foi, contudo, fácil.
Até 1970, era proibido a uma mulher ser corretora e, em Espanha, foi necessário fazer um exame regulado e autorizado pelo governo. Com uma concorrência de 17 potenciais corretores para apenas dez vagas, Maria Ribera conseguiu um dos lugares. "Foi surpreendente no início" relembra com saudade. "Disseram-me para ficar um mês a ouvir porque não se percebia nada. Mas quando comecei no "trading floor "percebi que a minha voz era ouvida na perfeição", sublinhou. Além de considerar que "foram tempos muitos bons", Maria Ribera recorda a existência de princípios dos corretores, como a transparência e a honestidade, que "hoje em dia deviam ser os mesmos".
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