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Fonte: Portal Nacional de Seguros
1- Que tipo de riscos essas Cooperativas podem trazer para o consumidor?
O trabalho das cooperativas é uma prática totalmente irregular, sem qualquer regulamentação e fiscalização.
A ausência de um forte prosionamento para garantir os riscos pode resultar no não pagamento das indenizações. Ou seja, por exemplo, para os consumidores que compram proteção para determinados seguros, através destas associações e/ou cooperativas, no momento em que precisam utilizar o serviço, descobrem que não tem cobertura.
2- Muitas pessoas deixariam de contratar esse tipo de serviço, se fosse veiculado na mídia? (Pergunto isso por que muitas pessoas acabam adquirindo sem o devido conhecimento.)
Sim! Com certeza a mídia é uma aliada importante e fundamental, e pode ajudar a combater ações ilegais. Através dela (a mídia), podemos informar esclarecer e alertar os consumidores sobre a prática irregular de vendas de seguros, feita por meio de associações e/ ou cooperativas, uma vez que estas, não estão autorizadas a operar neste ramo.
3- Em sua opinião essas Cooperativas tem um público alvo?
Acredito que aqueles que procuram esse tipo de instituição, normalmente são proprietários de veículos que tem muito tempo de uso, ou ainda, pessoas propícias a maior incidência de acidentes, como é o caso de motos , assim como, aqueles que possuem veículos mais visados pelos ladrões, como as segonnhas e caminhões.
4- Alguns corretores acusam a Susep, Fenacor, enfim esses órgãos que são responsáveis pela fiscalização, de não tomarem as medidas necessárias, o que o senhor tem a dizer sobre isso?
Isto não é verdade. Com o intuito de acabar com a prática ilegal de vendas de seguros, feita por associações e/ou cooperativas, tanto a Susep, quanto a Fenacor têm se empenhado e trabalhado juntas, visando através de denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal resolver esse tipo de problema.
5- O que o Sindicato de Pernambuco tem feito para coibir essas Cooperativas?
Desde a gestão anterior, todas as denúncias que chegam ao Sincor-PE, são apuradas e enviadas à Fenacor, para que, possam tomar as devidas providências, junto às autoridades competentes.
Além disso, estamos elaborando um projeto de palestras na universidades sobre cultura de seguros, onde divulgaremos a importancia do corretor de seguros, e abordaremos sobre as práticas de vendas ilegais de seguros.
Estamos enviando toda as informações para os corretores com a finalidade deles usarem como alerta para seus clientes.
6- Porque essas cooperativas conseguem sobreviver, segundo dados elas já estão a 6 anos no mercado, como o senhora explicaria a proliferação dessas cooperativas?
Um dos maiores motivos é a falta de informações aos consumidores. É necessário um trabalho de divulgação, onde à sociedade seja informada sobre as práticas das cooperativas de seguros. Os clientes precisam saber que, apesar de tais instituições oferecerem aparentemente um serviço de qualidade, na verdade, prometem falsas comodidades aqueles que compram seus produtos e serviços. Na realidade, estão expondo seus clientes, a riscos e lesões financeiras, visto que estes, não estão contratando garantias legais. Precisa-se haver uma maior explicação à respeito da atividade com seguros. Isto é, informar que a venda de seguros é uma atividade comercial , sujeita a autorização legal, e só as empresas seguradoras estão habilitadas a atuarem nesse ramo.[2]
Por outro lado, acredito que o Ministério Público precisa atuar com um maior rigor, uma vez que, é o único órgão que pode punir as ações ilegais das cooperativas.
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