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Fonte: Correio da Manhã
O montante total dos investimentos em PPR ultrapassou já os 15 mil milhões de euros, depois de no ano passado as aplicações nestes produtos terem ascen-dido a 3,3 mil milhões de euros.
Os dados constam do Relatório do Sector Segurador e Fundos de Pensões referente a 2009 divulgado na semana passada pelo Instituto dos Seguros de Portugal (ISP) e demonstram que os portugueses estão mais conscientes da necessidade de terem uma poupança que complemente a pensão para manterem o nível de vida na reforma.
Durante o ano passado, o montante das contribuições para PPR fixou-se em 3,3 mil milhões de euros, com o número de aforradores a registar um aumento de 181 512 indiví-duos. Até Julho último, os portugueses subscreveram cerca de 1,9 mil milhões de euros em PPR.
A importância das aplicações no ano passado representou um acréscimo de 11,7 por cento em relação ao ano anterior e recupera o ritmo de crescimento observado nos anteriores a 2007, ou seja, antes da crise.
De acordo com o documento do ISP, 94 por cento dos investimentos realizados nestes instrumentos ao longo do ano passado correspondem a PPR sob a forma de seguros de vida, levando este veículo a ter um peso de quase 89 por cento em relação às alternativas.
Para os seus investimentos em PPR, os portugueses privilegiam três instituições - BES Vida, Fidelidade Mundial e Ocidental Vida. No seu conjunto, estas três entidades representavam, no ano passado, 72,5% do total de seguros PPR.
LIMITE NOS BENEFÍCIOS PREJUDICA AFORRO
Este vai ser o último ano em que os portugueses vão poder ter acesso aos benefícios fiscais dos PPR tal como são actualmente conhecidos.
Quem subscrever ou reforçar os investimentos num PPR até ao final deste ano poderá deduzir 20 por cento das entregas feitas até um valor máximo de 400 euros na respectiva declaração de IRS.
A partir do próximo ano, se a proposta do Orçamento do Estado for aprovada, o benefício fiscal dos PPR fica esvaziado devido aos limites que serão impostos. Ou seja, a dedução em si não é alterada, mas é imposto um tecto máximo ao valor do conjunto dos benefícios de que os contribuintes poderão usufruir. Estes limites variarão com o rendimento declarado e, por exemplo, no último escalão não se permite a dedução de qualquer euro com estes benefícios.
CERTIFICADOS DO ESTADO NÃO ATRAEM
Os certificados de reforma, também conhecidos como PPR do Estado, foram lançados há cerca de dois anos e meio, mas não conseguiram cativar os portugueses.
Desde Março de 2008, quando foram lançados, o número de aderentes ao PPR do Estado fixou-se em 8252 indivíduos. O montante total do investimento nos certificados de reforma ascendia, em Agosto último, a 13,9 milhões de euros. O PPR do Estado foi lançado por Vieira da Silva, então ministro do Trabalho, que na altura se tornou no primeiro participante neste instrumento de incentivo ao aforro.
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