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Resseguro pode ser resposta das seguradoras à inflação


Fonte: Portal Nacional de Seguros

As seguradoras preocupadas com o risco de inflação podem atenuar este risco de diversas maneiras. David Laster um dos autores do estudo "O impacto da inflação sobre as seguradoras"assinado pela Swiss Re esclarece que quanto aos ativos as seguradoras podem investir em commodities imóveis e títulos indexados ao aumento dos preços. "Tais investimentos têm obtido bom desempenho durante períodos de inflação alta"reforça.

As seguradoras também podem modificar os contratos de seguro para encurtar o prazo e consequentemente reduzir o risco de desenvolvimento. Thomas Holzheuco-autor do estudo afirma que "as seguradoras podem introduzir apólices ou cláusulas especiais para solucionar a questão de sinistros latentes além de poderem incluir a indexação vinculada a prêmios".

Nesse sentido a resposta para surpresas inflacionárias às seguradoras pode ser o resseguro o que se revela particularmente útil em mercados emergentes onde o risco de inflação alta é mais elevado.

Para o economista-chefe da Swiss Re nos EUA e também um dos autores do estudoKurt Karl"embora as políticas monetárias agressivas e os gastos públicos em nível recorde tenham causado inquietações com a possibilidade de um drástico crescimento inflacionário é improvável que isso ocorra nos próximos três anos uma vez que as taxas de desemprego estão elevadas e há poucas restrições de capacidade".

"Mas a inflação poderá aumentar se o afrouxamento da política monetária for mantido por muito tempo e se houver forte aceleração no crescimento"acrescenta Karl.

O perigo da deflação

Já um cenário com queda de preços que é característica da deflação ou mesmo no caso de uma inflação muito baixa e persistente também serve de alerta para as seguradoras devido à tendência de queda nas taxas de juros.[2]

Kurt Karl acrescenta que "a deflação dificulta sobretudo as seguradoras de vida com grandes carteiras de produtos de poupança com garantia de taxa de juros mínima para obterem o retorno esperado dos ativos".


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