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MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO NOS PRÓXIMOS ANOS


Fonte: Monitor Mercantil

Crescendo bem mais rápido do que o PIB

Insurance Service Meeting 2010 debate relação com o consumidor do futuro

O mercado segurador, que apresenta crescimento médio superior ao da média do PIB brasileiro nos últimos dois anos, pode ter uma expansão ainda maior nos próximos anos, aproveitando-se da continuidade do avanço da renda e da evolução da economia brasileira. A previsão partiu do vice-presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Patrick Larraigoiti, ao fazer a abertura do "Insurance Service Meeting 2010", encontro anual promovido pela entidade em Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro.

"Vivenciamos um mercado com taxa de expansão nunca vista antes, e a tendência é de continuidade de um forte crescimento", destacou ele, que representou o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, no evento. Contudo, para evitar turbulências ao longo deste período de forte expansão, o mercado precisará da "participação ativa" dos prestadores de serviços, porque as seguradoras não têm capacidade de executar todas as atividades de apoio, que devem estar a cargo dos prestadores de serviços especializados.



Cadastro



Lançado no encontro, o protótipo do Cadastro de Prestadores de Serviços de Apoio ao Mercado de Seguros (CPSA), recebeu as primeiras inscrições logo após sua apresentação formal ao mercado, principalmente de empresas de Tecnologia da Informação (TI).

O cadastro oferecerá informações sobre prestadores de "serviços de apoio" (os não relacionados diretamente ao negócio, como escritórios de advocacia, empresas de TI, auditoria, entre outras) com experiência ou conhecimento no mercado de seguros.

O CPSA poderá ser acessado eletronicamente pelas seguradoras, entidades de previdência privada, operadoras de saúde e de planos de capitalização.

Esse esforço em agregar tecnologias ou serviços afins visam atingir o consumidor de seguros. "Acima de tudo, no caso específico do mercado segurador, pelas características de nossos produtos e serviços, acho que precisamos ter a visão clara de que o consumidor deve ser atendido em todos os seus aspectos para o mercado continuar crescendo", afirmou o superintendente geral da Central de Serviços, Julio Avellar.



Arsenal tecnológico



A parceria foi elogiada por especialistas e discutida em palestras, pois acredita-se que, para atingir os consumidores (tanto os atuais como os futuros), o mercado de seguros precisará de "um arsenal tecnológico" cada vez mais em linha com os múltiplos canais de relacionamento. "Este evento prova de vez que ninguém mais pode se dizer detentor de um conhecimento que dê conta de toda a realidade. Essa grande mistura de conhecimentos que representamos todos nos aqui - juristas, administradores, economistas, pessoal da área de TI - nos dá a certeza de que é assim que vamos caminhar nessa século XXI", declarou a advogada Angélica Carlini, autora da palestra "Consumo - a importância da relação fortalecida e consciente".

Em sua opinião, há uma série de desafios à espreita do mercado neste século XXI, cuja sociedade é caracterizada pelo uso intensivo de tecnologia e consumo excessivo. Nesse quadro, afirma, os fornecedores e consumidores procuram interagir e agir como parceiros que visam bons resultados. E todos os agentes econômicos devem trabalhar levando em conta a proteção do consumidor.



Dever de casa



No caso do mercado de seguros, porém, a especialista destaca que há um arco extremamente diferente de consumidores, dos mais vulneráveis aos mais sofisticados. Em razão disso, o princípio da proteção não pode ser aplicado da mesma forma, mas é necessário analisar o caso concreto e suas peculiaridades.

O dever de casa das seguradoras é longo: proteger o consumidor, fornecer informações claras úteis para o consumidor, de forma simples e eficiente; educar o consumidor para compreender que ele faz parte de uma mutualidade; criar políticas de armazenamento e divulgação de dados que respeitem o direito à privacidade e impulsionem a livre concorrência; e, por fim, "ser feliz em uma sociedade de risco e de hiperconsumo.


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