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Fonte: Economia - iG
A indústria de seguros brasileira passa por um momento especial e deve dobrar em cinco anos. Essa é a visão de Pedro Purm, presidente do grupo suíco Zurich no Brasil. O executivo diz que vê dois movimentos "entusiasmantes" no Brasil hoje, que são o crescimento da renda das classes C e D e os investimentos em infraestrutura. Para ele, esse cenário deve puxar as vendas de seguros.
Os sinais de que o mercado brasileiro de seguros está favorável são claros, diz Purm. "Acabamos de ter um IPO [oferta pública inicial de ações] de uma corretora de seguros", comenta. Em 1º de novembro, a Brasil Insurance, holding de corretoras de seguros, estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ele lembra ainda os investimentos da empresa de seguros norte-americana Travelers Companies na brasileira J. Malucelli. "Isso tudo mostra que o setor está com boas perspectivas."
Purm, que há 16 anos está à frente do grupo Zurich no Brasil, deixará seu posto no final do primeiro trimestre de 2011, para "dar uma nova trajetória em sua vida profissional". Veja a entrevista do executivo ao iG.
iG: Qual sua projeção de crescimento do mercado de seguros no Brasil?
Pedro Purm: Hoje a penetração do seguro no Brasil é de 3% do Produto Interno Bruto [PIB]. Isso tende a dobrar em cinco anos, na minha visão. O mercado de seguros tem uma tendência de crescimento muito mais alta do que a do PIB. No mínimo, de 10% de avanço ao ano. Eu acho que esse número pode ser ainda maior.
iG: Que modalidades devem ter um papel importante neste crescimento?
Purm: Há uma evolução em todos os segmentos. Mas os microsseguros e seguros garantia devem contribuir bastante para o crescimento. São modalidades que mostram bem a evolução econômica do Brasil e o desenvolvimento social. Para o seguro garantia, as projeções são de crescimento muito forte nos próximos cinco anos. Não só por causa da Copa do Mundo e da Olimpíada, mas vemos também aeroportos, estradas e um potencial para grandes obras. Na outra ponta, estão os microsseguros e os seguros populares. Eu acho que esses são dois são movimentos entusiasmantes e representam o momento do País. Um de investimento em infraestrutura, outro de ascensão de classes sociais mais baixas.
iG:Por que os microsseguros ainda não deslancharam no País?
Purm: É um processo de evolução. Hoje vemos seguradoras oferecendo produtos para classes de renda baixa, o que antes era impossível. O grande desafio das empresas, hoje, é como cobrar. Mas o segmento está em desenvolvimento e as maneiras de oferecer os produtos também. Em exemplo disso é o seguro que estamos lançando com o Banco Palmas, que é pioneiro do microcrédito no Brasil. É um produto formatado especialmente para a população de menor renda, o Palmas Microseguro.
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