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Fonte: DCI
SÃO PAULO - Com a previsão de em 2011 ter uma média de 80 a 100 novos clientes em sua carteira de apólices, a Ace Seguradora aproveita o mercado de seguros aquecido, graças ao cenário econômico brasileiro, e cria o seguro de responsabilidade civil para gestores responsáveis por aplicações financeiras. Os crescentes investimentos em Fundos de Pensão, Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), Fundos de Investimentos em Empresas Emergentes, Exchange-Traded Funds (ETFs), fez com que a empresa se atentasse para os riscos que essas transações envolvem - processos jurídicos, regulamentação e fiscalização desses fundos de forma geral - e criasse um mecanismo que de alguma forma assegure, com respaldo financeiro, os investidores individuais e mesmo empresas. Segundo Adriano Coleto, gerente de Linhas Financeiras da Ace, o objetivo é ampliar as oportunidades. "Este crescente nicho de mercado nos fez pensar em formas de segurar esses investidores contra possíveis problemas futuros, pois, como em qualquer operação, existem riscos envolvidos", explica Coleto.
A cobertura dessa nova modalidade de seguro combina as proteções de seguros de D&O (Directors and Officers) e de Responsabilidade Civil Profissional, conhecida como E&O (Errors & Omissions). As coberturas referentes a D&O arcam com os custos de defesa e eventuais indenizações por demanda judicial de terceiros contra administradores e gestores dos fundos, em qualquer esfera. Já as coberturas relacionadas a Responsabilidade Civil Profissional preveem a mesma proteção contra eventuais demandas judiciais ocasionadas por reclamações referentes à prestação de serviços das empresas seguradas.
Além dos setores já mencionados, o mercado imobiliário também está inserido neste contexto, como enfatiza Coleto. "Esse produto não é só para fundos de investimentos e participações: de acordo com a Comissão de Valores Imobiliários [CVM], pode ser empregado no mercado imobiliário e em qualquer tipo de fundo que possui um gestor."
Ainda segundo Adriano Coleto, o serviço é algo exclusivo na América Latina e tende a crescer e fazer com que o mercado de seguros tenha ainda mais fôlego e possa continuar a expansão no próximo ano. "Esse seguro é exclusivo na América Latina, e posso dizer que o Brasil é a locomotiva: o País tem representado muito no setor de seguros e vai representar mais nos próximos anos."
Panorama do setor
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou recentemente um balanço que traz os dados do mercado de seguro. Segundo a pesquisa, o seguro de veículos, principal carteira do setor, registrou crescimento de 15,4%, com prêmios totais de R$ 14,6 bilhões.
Outro fator de relevância neste caso é a inserção das classes C e D nesse mercado, que passaram a se preocupar com a segurança dos bens adquiridos.
Entre outras carteiras, o destaque em crescimento foi o seguro de viagem, com vendas 140% maiores no período e faturamento de R$ 26,6 milhões.
Ainda segundo dados apresentados pelo entrevistado, o setor de seguros quatro anos atrás representava 2, 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e a estimativa do mercado nos próximos anos é chegar em torno de 7% a 8% do PIB aqui, no Brasil.
Neste ano foi percebido um incremento de quase 25% nos negócios e espera-se que isso venha a crescer em torno de 20% a 30% por ano. "O Brasil está em ascensão no mercado de seguros, e isso é bom, pois esse ramo é muito promissor, basta ver os dados de países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, cujo mercado de seguro representa em torno de 11% do PIB."
Sem citar as cifras que esse novo nicho de mercado pode render à Ace Seguradora nos próximos anos, Adriano Coleto completa dizendo que os seguros de responsabilidade civil podem se tornar uma tendência desse mercado no próximo ano e que o que se pretende não é vender um seguro massificado, pois caso haja um sinistro é necessário ter uma cobertura especializada.
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