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Fonte: Portal Nacional de Seguros
Dia desses a representante de uma corretora procurou me convencer que o seguro de determinada empresa era o melhor, pois apresentava uma cobertura de Obras de Arte que, segundo sua empresa, era uma cobertura excelente.
O que ela não sabia, e continua não sabendo, pois não revelei nada, é que estava conversando com o idealizador, relator e responsável pela implantação dessa matéria no mercado através do IRB, a qual foi noticiada à época pelo "Financial Times" de Londres.
No mês passado uma prima me disse ser o Seguro Fiança a melhor coisa já produzida pelo mercado segurador. O que ela não sabia, e continua não sabendo, é que estava falando com uma das pessoas que trabalhou muito para a modalidade ser implantada no mercado.
Outro dia também, o representante de uma seguradora me disse que a cobertura de Equipamentos Agrícolas de sua empresa era a melhor do mercado, pois a garantia era aquela cuja essência seguia as condições criadas originalmente. O que ele também não sabia, era que falava com um dos responsáveis pela adequação e implantação da cobertura nesse segmento.
Nestes três simples exemplos, creio que algumas vezes, por pura ausência de vaidade, deixamos de valorizar as nossas próprias criações e idéias, as quais deveríamos sim, expor constantemente até para que em determinado instante de nossas vidas, pudéssemos usufruir delas para uma melhor avaliação até mesmo de emprego futuro.
Hoje várias empresas do setor entendem excelente o seu currículo, porém ao verificarem a sua idade atual, deixam até mesmo de te contatar, entendendo que após os 55 anos nada mais temos a lhes oferecer. Nos enxergam como "aposentados", sem mais nenhuma criatividade e disposição, para, até mesmo nos atualizarmos.
No sábado passado ouvia uma entrevista de um imbecil (com perdão da má palavra) na rádio e cujo nome fiz questão de não guardar. Tratava-se de um escritor desses recentes em que afirmava em sua análise empresarial, que as empresas hoje dispõem de três faixas etárias distintas e que, naquela acima de 50 anos, não poderiam esperar mais nada, pois são pessoas fatigadas e sem a menor disposição de avanço. A palavra imbecil no caso creio estar bem colocada e devidamente explicada, pois trata-se de análise preconceituosa e sem o menor fundo de verdade, ao menos em nosso meio.
Eu de minha parte continuo disponível e acreditem, cheio de idéias.
Sergio Mezzette foi funcionário graduado da Itaú Seguros, Cosesp e Diretor da Vila Velha Corretora por 18 anos, Presidente da Comissão de Riscos e Ramos Diversos da FENASEG, Professor da FUNENSEG desde 1985, além de participação e elaboração de vários produtos atualmente no mercado
smezzette@ig.com.br
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