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Regras e garantias ampliam o mercado


Fonte: Portal Nacional de Seguros

Com regras transparentes, setor ganhou credibilidade e tem espaço para crescer

No segmento de previdência privada existem os planos fechados e os abertos. Os primeiros são ligados a empresas que oferecem a seus funcionários o benefício. Já os abertos podem ser contratados por qualquer pessoa física.

Em qualquer investimento não se deve abrir mão da combinação de rentabilidade e segurança. Na previdência privada, não é diferente.

A história tem mostrado que não há como assegurar que uma instituição financeira saudável hoje apresente a mesma condição daqui a 30 ou 40 anos, mas é importante cercar-se, o máximo possível, de algumas garantias. A escolha deve recair sobre uma instituição sólida, que tenha tradição na boa administração, expertise na área, conte com profissionais especializados, que seja respeitada no mercado.

"Quando vamos comprar um imóvel, consultamos advogados, corretores, um monte de gente. Para fazer um plano de longo prazo o cuidado deveria ser o mesmo", afirma Luciano Snel, vice-presidente de Planejamento e Vendas da Icatu Hartford Seguros. Ele argumenta que, como o plano está ligado à tranquilidade e segurança no futuro, a pesquisa deve ser ainda mais ampla, com consulta aos conhecidos que já participam de planos de previdência administrados por determinada instituição, um corretor de seguros de confiança. Além disso, recomenda um "check-up financeiro", revendo o que mudou na família e se as necessidades são as mesmas para saber se o valor aplicado está adequado.

Embora em aplicações de longo prazo não seja lá muito indicado ficar consultando o saldo para não cair na tentação de sacar o dinheiro, é fundamental que o participante acompanhe de perto sua posição no fundo, por meio de extratos - as instituições são obrigadas a fornecer extrato impresso uma vez por ano - ou por outros serviços oferecidos pelas instituições, incluindo consultas por site, telefone ou call center. É possível acompanhar ainda pela evolução do valor da cota do fundo em que o dinheiro está aplicado, por meio das publicações em jornais.

O amadurecimento do mercado também tem contribuído para maior grau de transparência. As seguradoras, que administram os planos, são aprovadas e fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que mantém em seu site (www.susep.gov.br) dicas para a escolha de um plano. Lá está a orientação para que o participante faça uma comparação de custos (taxas cobradas pela instituição: carregamento, administração, taxa de saída) em relação às coberturas oferecidas e também dos índices de atualização monetária da aplicação. A ferramenta reúne ainda as principais dúvidas e fornece o Guia de Orientação e Defesa do Segurado.

Para o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Renato Russo, "o setor tem uma estrutura regulatória com regras bastante rígidas, que asseguram um nível de segurança muito grande". A federação, que representa as instituições gestoras dos planos, responde pelo desenvolvimento de políticas e aperfeiçoamento das leis do setor.

O diretor de Previdência da Caixa Seguros, Juvêncio Braga, compartilha da opinião do vice-presidente da Fenaprevi. Para Braga, a regulamentação trouxe novo status de garantias ao investidor da previdência privada,

Atualmente, todas as instituições fazem simulações que possibilitam identificar, a partir da idade do participante que inicia o plano, qual o valor da contribuição, o valor do benefício e a partir de que idade será possível recebê-lo. O conhecimento desses dados também reforça o grau de garantia de que os seus projetos serão concretizados.

O PASSO-A-PASSO DA APLICAÇÃO

Fase 1

Quando a poupança é formada

A - Você deposita mês a mês, ou em períodos fixados no plano, geralmente longo prazo

B - Esse dinheiro será aplicado em fundos de previdência privada, compostos por títulos de renda fixa, ou ações, ou em ambos, pelo administrador

C - O rendimento proporcionado pelos títulos será incorporado ao fundo, aumentando proporcionalmente a sua fatia de aplicação

D - O administrador cobra taxas para gerenciar os recursos

Fase 2

Quando você recebe o benefício

A - No fim do período definido no plano você receberá de uma só vez ou ter uma renda mensal (renda vitalícia), tudo de acordo com o total poupado na fase anterior

B - Será possível indicar beneficiários para continuar recebendo o benefício em caso de morte do titular

C - Ao receber o benefício você pagará imposto de renda: no VGBL, o IR será cobrado sobre o lucro obtido; no PGBL, o IR será cobrado sobre o resgate total

CONDIÇÕES GERAIS

A qualquer momento, você poderá trocar de fundo ou de administrador, se não estiver satisfeito com o resultado

No PGBL, você poderá deduzir do imposto de renda o total de depósitos feitos, limitado a 12% de sua renda bruta

A taxa de administração é cobrada a cada ano sobre o total aplicado no fundo

A taxa de carregamento é cobrada sobre cada movimentação (é zerada em alguns planos depois de determinado período)

A taxa de saída poderá ser aplicada sobre o resgate
(nem sempre é cobrada).

É fundamental acompanhar a evolução do saldo pelos extratos, site da administradora e ainda pela evolução diária das cotas dos fundos, publicadas diariamente nos jornais

Durante a fase de depósitos não há garantia de rentabilidade mínima em caso de resgate.[2]

Transmissão dos planos aos herdeiros, sem necessidade de inventário


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