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Fonte: Portal Nacional de Seguros
JHOs recursos administrados por seguradoras e fundos de pensão, algo da ordem de 35% do PIB, já justificam a existência de algum órgão que planeje políticas de desenvolvimento do setor. Hoje, a estrutura de regulação é fragmentada- Susep (cuida das operações de seguros, previdência e capitalização); ANS (planos de saúde); e Previc (fundo de pensão)- e inibe o crescimento. Daí porque os seguradores são a favor da criação de uma agência reguladora para o setor.
A revelação é do presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira com jornalistas de São Paulo para fazer um balanço da atividade e perspectivas para 2011.
Para ele, a condição de investidor institucional das seguradoras e fundos de pensão reclama um tratamento diferenciado e mais em linha com o desenvolvimento experimentado pelo País. Por fim, "a agência reguladora ajudaria a preparar o mercado para a autorregulamentação, um processo em curso e que deu mais um passo no mês passado, com o aperfeiçoamento do Código de Ética das seguradoras", acrescentou ele. "A Susep é um órgão regulador com características de autarquia, mas um setor com tamanha importância merece ter a sua agencia reguladora", garantiu o presidente da CNSeg.
Segundo o presidente, o Código de Ética do mercado foi elaborado com base no trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) a fim de melhorar a capacitação dos profissionais financeiros. Para ele, a autorregulamentação é necessário, visto que o setor deverá manter o ritmo de crescimento acima do PIB brasileiro nos próximos anos. Dados divulgados durante o encontro revelam que a indústria de seguros deverá encerrar o ano com receitas de R$ 179,3 bilhões, o equivalente a uma participação de 5% do PIB.
O presidente da CNSeg aproveitou o encontro com jornalistas para explicar o novo modelo de representação institucional encabeçado pela CNSeg, tendo sob seu guarda-chuva quarto federações: FenSeg, FenaSaúde, FenaPrevi e Fenacap.
A FenSeg agrupa as operações de seguros gerais e projeta encerrar 2010 com receitas de R$ 37,3 bilhões, crescimento de 21%. Parte do crescimento deste segmento veio da carteira de automóveis, de seguros financeiros, como D&O, seguro rural e também seguro garantia. Na saúde suplementar, que engloba 1.065 operadoras no País, a FenaSaúde projeta um faturamento de R$ 70,5 bilhões. Ja a FenaPrevi reúne as empresas de previdência aberta e vida e trabalha com receitas para este ano de R$ 60,6 bi, alta de 33%. A FenaCap projeta encerrar o ano com faturamento de R$ 10,7 bilhões, captados por cerca de 15 empresas que vendem títulos de capitalização.
Em 2011, o mercado deve superar a casa de R$ 200 bilhões. "O setor pode ser muito maior do que é. Nossa principal missão para 2011 é identificar o que temos de fazer para a indústria de seguros crescer de forma a ocupar um tamanho representativo no Brasil, assim como ocupa nos países mais ricos", disse Jorge Hilário. Em 2010, entre os destaques da atuação da entidade o presidente citou a participação ativa da CNSeg na discussão sobre a criação da seguradora estatal.[3]
Para 2011, além de mapear os fatores que inibem o crescimento do setor, a CNSeg quer expandir o acesso das classes C e D ao seguro. Em previdência, duas prioridades: regulamentar os planos com incentivos para saúde e educação e também os fundos blindados. No segmento de seguro, a apólice popular para automóvel está no topo das prioridades da CNSeg. Segundo Solange Beatriz, diretora executiva da CNSeg, um grande desafio está em reduzir as assimetrias com os consumidores, tornando o seguro um produto de fácil entendimento e consequentemente mais consumido pela população. "Estamos num caminho virtuoso de crescimento e vamos aprimorar a nossa atuação. O setor de seguros, por exemplo, se antecipou ao Código de Defesa do Consumidor, implementando as exigências antes mesmo delas estarem valendo", lembrou. Outra iniciativa, segundo Solange Beatriz, é a elaboração de uma cartilha dentro do programa de educação financeira.
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