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Visando bom momento do Brasil, Paraná Banco foca em seguros e middle market


Fonte: Portal Nacional de Seguros

O segmento de bancos pequenos e médios conseguiu ganhar a atenção dos investidores no final deste ano, porém não de forma positiva. Com a recente descoberta de fraude no Banco PanAmericano, o mercado demonstrou desconfiança das instituições de menor porte, penalizando as suas ações na bolsa.

Apesar da reação dos investidores, os bancos reafirmam a solidez de suas operações. Entre os negócios de crédito e o segmento de seguros, a diretoria do Paraná Banco (PRBC4) vê um futuro positivo para a empresa, baseado no bom momento da economia brasileira e na gestão apropriada dos riscos.

Em reunião realizada na corretora Coinvalores e transmitida pela internet exclusivamente aos seus clientes, o supervisor de Relações com Investidores do banco, Maurício Fanganiello, comentou sobre as expectativas para o futuro do Paraná Banco e ressaltou que o episódio da fraude no Banco PanAmericano não atrapalhou as captações.

De acordo com o executivo, a principal fonte de captação da instituição segue sendo os depósitos a prazo, com custo aproximado de 111% do CDI. No 3T10, os depósitos totais somaram R$ 1,372 bilhão, registrando aumento na participação de investidores institucionais.

Ademais, Fanganiello destacou a qualidade da carteira de crédito e os níveis controlados de inadimplência, além do índice de Basileia do banco, de 33,2%, que permite a manutenção do crescimento de seu portfólio de empréstimos.

Segmento de seguros

Afastando-se do caso PanAmericano, o Paraná Banco reforça seu comprometimento com o crescimento. Segundo Fanganiello, um dos focos atualmente está com o setor de seguros e resseguros, no qual a instituição atua através da JMalucelli Seguradora e da JMalucelli Resseguradora.

A importância do segmento nos resultados do banco é de longa data. No terceiro trimestre de 2010, as operações de seguro foram responsáveis por 51,5% do lucro líquido consolidado do Paraná Banco, contando por R$ 15,2 milhões dos R$ 29,479 milhões totais.

Embora a empresa não tenha fornecido guidance de crescimento dos prêmios dos seguros-garantia, a expectativa é otimista, especialmente com os próximos eventos a serem realizados no Brasil, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, além do pré-sal e dos programas do governo - PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Minha Casa Minha Vida.

Em termos de resseguro, o executivo informou que o ROAE (Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio Anualizado) do segmento, que foi de 24,2% no terceiro trimestre deste ano, deve atingir um nível próximo da divisão de seguros, cujo ROAE foi de 30,1% no mesmo período.

Parceria com a Travelers

Para fortalecer suas operações nos setor de seguro garantia e resseguro, o Paraná Banco anunciou no início de novembro uma parceria com a Travelers Brazil, a qual fez um aporte de capital no valor de R$ 625 milhões no banco, tornando-se titular de 43,4% do capital votante da JMalucelli Participações, holding das subsidiárias de seguro e resseguro.

À época, o Paraná Banco afirmou que "os benefícios do contrato assinado, além do aumento do capital social da holding de seguros, potencializando uma maior retenção de prêmios de seguro, proporcionará ao Paraná Banco e a Travelers Companies fortalecer as operações de seguro garantia no Brasil, explorar o mercado de resseguro garantia na América Latina e criar uma sinergia de know how".

Além disto, o banco mencionou ainda o fato da Travelers ser respeitada internacionalmente, o que pode proporcionar um maior apoio de resseguradores internacionais "que são fundamentais na emissão de apólices de grande porte", além da entrada da empresa no segmento de seguros contra danos.

A operação também visa captar os benefícios dos eventos e programas de infraestrutura que serão realizados no Brasil. E embora a conclusão esteja sujeita à aprovação da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Maurício Fanganiello não vê obstáculos para o aval do órgão. Segundo ele, nem mesmo a intenção do governo de criar uma empresa estatal de seguros deve pesar, já que a dinâmica doméstica e a necessidade de players com know how no setor deve incentivar a aprovação da operação.

Spin-off no futuro?

Comentando a reunião, o analista-chefe da Coinvalores, Marco Aurélio Barbosa, afirmou que "é racional imaginar que num futuro nem tão distante ocorra um spin-off das operações de seguros".

Middle market em foco

Uma outra estratégia ressaltada categoricamente pelo supervisor der RI do Paraná Banco é o aumento da carteira de middle market (pequenas e médias empresas) da instituição, com expectativa de que atinja uma participação de 30% a 50% nos próximos três a cinco anos.

Segundo Maurício Fanganiello, o segmento encerrou o terceiro trimestre representando 12,5% do total da carteira de crédito do banco. O maior peso ficou com o crédito consignado, com uma fatia de 84,2% do total.

Perspectivas e recomendações

"Chamou-nos a atenção na apresentação do Paraná Banco a ênfase dada ao segmento de seguro garantia e resseguros, que devem manter a trajetória ascendente mediante as boas perspectivas relacionadas aos pesados investimentos em infraestrutura", notou Barbosa.[2]

De acordo com o analista, "as perspectivas para o banco também são positivas, apesar das recentes medidas do Banco Central, que na verdade pouco afetam o Paraná Banco em si, pela característica de seus nichos de atuação". Dessa forma, Marco Aurélio Barbosa reitera a recomendação de compra para as ações da empresa, com o preço-alvo em revisão.


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