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Fonte: Portal Nacional de Seguros
A Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR) advertiu, em comunicado, que as duas resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), em dezembro de 2010, mudando as regras de negociação de resseguro, poderão - "na melhor das hipóteses" - encarecer o preço do seguro no Brasil.
De acordo com a entidade, na "pior das hipóteses", essas normas podem também deixar sem o suporte do seguro as grandes obras a serem realizadas nos próximos anos, o que "pode inviabilizar inclusive a prospecção do pré-sal, a realização da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos de 2016".
A diretoria da entidade, que agrega os maiores compradores de seguros do Brasil, confia, no entanto, na sensibilidade do Governo Federal quanto à "importância da nação ter um sistema de seguros moderno, baseado nas melhores práticas da atividade, inserido no contexto internacional e capaz de dar as garantias necessárias ao desenvolvimento sustentável nacional".
O comunicado classifica as resoluções de "altamente nocivas aos interesses do Brasil", principalmente por proibirem que o resseguro seja feito entre empresas do mesmo grupo e por determinarem que a oferta de 40% dos contratos, antes tida como preferencial, passe a ser agora obrigatória para as resseguradoras locais.[2]
Para a ABGR, o Brasil deu um importante passo com a abertura no resseguro, em 2007, no sentido de modernizar, ampliar as garantias e reduzir o preço das apólices de seguros. "O País encerrou quase 70 anos de monopólio da atividade resseguradora. Com a abertura do mercado nacional para outras resseguradoras, brasileiras e estrangeiras, atuarem no segmento, as seguradoras em menos de três anos passaram a contar com produtos mais afinados com as necessidades da sociedade e das empresas de todos os tamanhos", frisa o comunicado.
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