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Seguradoras já não aceitam cobertura de risco para o Egipto e Tunísia


Fonte: Jornal de Negócios - Portugal

A tensão política que já dura a alguns dias no Egipto pode aumentar o preço dos seguros de risco político. A corretora de seguros Marsh adianta ainda que os investidores "estão, desde já, a não aceitar a cobertura de riscos para o Egipto, nem para a Tunísia".
Segundo um comunicado da Marsh a tensão política que já dura a alguns dias no Egipto pode aumentar o preço dos seguros de risco político. A corretora de seguros adianta ainda que os investidores "estão, desde já, a não aceitar a cobertura de riscos para o Egipto, nem para a Tunísia".

Nas últimas semanas, o Mundo tem olhado para o norte de África e Médio Oriente com cuidado. Primeiro, a denominada "Revolução do Jasmim" na Tunísia, que conduziu ao exílio do Presidente Ben Ali. De seguida as manifestações tomaram conta do Egipto. A população revoltou-se contra as condições de vida no país e reivindica a saída de Hosni Mubarak dos comandos do país. Cargo que ocupa desde 1981.

A apreensão com o que o Mundo olha para a região é semelhante a das seguradoras de risco político. No comunicado da Marsh, enviado às redacções, pode ler-se que "os protestos contra o Governo do Egipto podem aumentar o preço dos seguros de risco político" e "reduzir a capacidade dos Seguradores virem aceitar a cobertura desses mesmos riscos, para alguns países".

A Marsh sublinha ainda que "provavelmente, o valor dos prémios aumentará e é possível que a capacidade para segurar disponível" no Médio Oriente "se contraia de imediato".

A corretora de seguros de risco, de acordo com o comunicado, esclarece que "os riscos mais habituais" nestes cenários são: danos físicos nos bens assegurados, roubos, impossibilidade de exercer a actividade, prejuízos que advém do não cumprimento de contratos, entre outros.


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