Este website utiliza cookies
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais.
Fonte: Diário do Nordeste
A universitária foi acusada de assassinar a mãe adotiva, provocando um incêndio na casa onde as duas moravam
A família da aposentada Iracema Carvalho Lima, morta por meio de um incêndio criminoso provocado pela filha adotiva, Lara França da Rocha, impetrou na Justiça uma ´ação de exclusão de herdeiro por indignidade´. O objetivo é impedir que a acusada do crime venha a receber a herança que a vítima havia deixado em seu nome. Entre os bens listados, um apartamento no bairro de Fátima, além de uma quantia colocada em uma conta-poupança, cujos valores não foram ainda revelados; e ainda, um seguro de vida.
O pedido judicial foi impetrado pelo irmão da aposentada, Maurício de Carvalho Lima; e pela filha deste, Ana Celeste Trindade Lima (portanto, sobrinha da vítima). O advogado da família, Nasareno Saraiva, anunciou a ação com exclusividade para o Diário do Nordeste na tarde de ontem. Segundo ele, o pedido foi ajuizado junto à Sexta Vara Cível de Fortaleza.
"Por tratar-se de quantia significativa (a herança), e por ser a única herdeira, a requerida (Lara), em possível autoria com terceiros, articulou e executou a própria testadora (vítima), que havia adotado-a como se sua filha fosse, na madrugada do dia 23 de julho de 2008, ao atear fogo contra a vítima", explica o advogado em sua petição endereçada à Vara Cível.
A ação é semelhante ao caso em que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou a jovem Suzane von Richthofen ´indigna´ de receber a herança deixada por seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen.
Suzane foi julgada e condenada a 39 anos de prisão por ter tramado a morte do pai e da mãe. O casal foi brutalmente assassinado em outubro de 2002 quando dormia. Do crime participaram também o namorado de Suzane, Daniel Cravinho; e o irmão deste, Christian Cravinho. Ambos foram também sentenciados pela Justiça.
Lara
Em depoimento na Polícia Civil, Lara acabou confessando o crime. Ela está presa preventivamente no Instituto Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz. Se a Justiça acatar a ação, a jovem universitária que matou a mãe adotiva perderá definitivamente o direito à herança.
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais.