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Incidentes deixaram mais caro o seguro de Carnaval


Fonte: O Dia Online

Incêndio e enchentes em barracões e queda de trio elétrico pesaram nas apólices.

Rio - Incêndio em três escolas na Cidade do Samba do Rio, enchentes que atingiram barracões em São Paulo e mortes em acidente com trio elétrico em Minas Gerais. Os incidentes ocorridos nas vésperas do Carnaval aumentaram a percepção aos riscos a que os organizadores, patrocinadores, trabalhadores e participantes estão expostos na festa. Com isso, as apólices ficaram mais caras e pesaram no bolso dos organizadores.

"O Carnaval não tem muita cultura de contratação de seguros, mas, à medida que mais empresas são envolvidas e os eventos vão se profissionalizando, a tendência é que haja uma preocupação maior com esse aspecto", diz Bruno Amorim, diretor do segmento de lazer, esportes e entretenimento da corretora de seguros Aon Solutions, sem falar em números.

Segundo ele, quando grandes companhias patrocinam blocos e camarotes, elas exigem dos organizadores e promotores a contratação de apólices. Os contratos devem cobrir danos físicos e materiais a terceiros.

No caso de blocos de rua, a exigência é dupla, porque as secretarias de turismo costumam impor a contratação desse seguro, diz Franklin Sampaio, gerente comercial da Aon, responsável pela venda de seguros a camarotes baianos como o Expresso 2222 e Daniela Mercury.

"Além de responsabilidade civil, 80% dos blocos também contratam apólices de vida ou de acidentes pessoais para foliões e funcionários", diz. Nos camarotes também é comum a contratação de coberturas adicionais para alimentos e bebidas, risco civil de empregador, instalação e montagem de estrutura e equipamentos e danos morais.

Sampaio diz que, com a abertura do mercado de resseguros (seguro do seguro) no Brasil, há três anos, ficou mais fácil o acesso a coberturas também de cancelamento de eventos em função de incidentes climáticos e seguro da estrutura de marquise e de equipamentos.

Folia no Brasil é ‘Made in China", diz jornal

O jornal britânico Financial Times publicou ontem reportagem especial apontando o aumento do uso de produtos chineses na cadeia produtiva do Carnaval brasileiro. Citando dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), a reportagem destacou que 80% das fantasias vendidas para o Carnaval são importadas da China.

"Importações baratas da China inundaram o país", afirma a reportagem, que apontou "interrupções em diversas partes da economia" agora abastecidas por importando "made in China".

Lojista ouvida pela reportagem do jornal britânico revelou que os produtos importados da China chegam 40% mais baratos que os similares produzidos pela indústria brasileira.

Reportagem de Thais Folego


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