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Fonte: Portal Nacional de Seguros
O governo brasileiro ainda enfrenta forte pressão do mercado internacional para rever as novas regras do resseguro, vigentes desde o último dia 31 de março. Várias entidades do exterior enviaram correspondência às autoridades brasileiras com críticas, principalmente, à fixação de um limite de 20% para o repasse para o exterior de riscos de resseguro entre empresas do mesmo grupo.
Embora também não tenham gostado de outra resolução do CNSP, que tornou compulsória a cessão para resseguradores locais de, pelo menos, 40% de todos os resseguros, os grupos internacionais já não fazem tanta pressão para a mudança deste dispositivo, uma vez que tal percentual está na média histórica do mercado, com poucas oscilações.
O governo ainda não sinalizou se vai ou não aceitar os argumentos dos estrangeiros. Mas, esse movimento ganhou considerável reforço com a criação da Associação Brasileira das Companhias de Seguros Internacionais. Segundo o presidente da nova entidade, João Francisco Borges da Costa, a primeira "grande batalha" da entidade é exatamente referente à proibição de repasse a empresas de um mesmo grupo no exterior mais que 20% do risco em operações de resseguro, o que afeta diretamente as companhias estrangeiras. "Até aceitamos a reserva de mercado de 40%, mas não aceitamos o limite de 20%.", observou Borges, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
No exterior, as críticas mais contundentes partirem de britânicos e norte-americanos, tais como o diretor internacional da ACLI (American Council of Life Insurers), Brad Smith, que afirmou ao Financial Times que está havendo "infeliz retorno às políticas econômicas da América Latina nas décadas de 1930 e 1940, quando os campeões nacionais eram escolhidos e os monopólios dos estados eram estabelecidos".
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