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Brasileiro se acidenta nos Estados Unidos e não recebe dinheiro da seguradora


Fonte: Comunidade News

Depois de sofrer um acidente de trabalho nos Estados Unidos, o brasileiro Marco Aurélio de Araújo, 40, ainda sofre as consequências no Brasil. Impedido de trabalhar por conta das dores, ele alega que não recebeu o dinheiro devido pela seguradora AIG Claims Services.

Segundo Marco Aurélio, o acidente ocorreu em 14 de abril de 2006. O brasileiro tentava chegar até o telhado de uma casa, quando foi jogado para trás pela escada utilizada. "Me deparei já em cima de algumas madeiras e com quatro costelas quebradas", disse. De acordo com Marco, o patrão não fornecia cinto de segurança.

Retirado do local pelos bombeiros, Marco foi levado para o Medical University of South Carolina (MUSC), onde ficou internado por três dias. As despesas hospitalares, de acordo com ele, ficaram em $16,000, e foram pagas pela seguradora AIG Claims Services. De acordo com o brasileiro, a AIG pagaria o tempo que ele ficou parado e o seguro. "Só que ela [a AIG] não me pagou nem um centavo do tempo que eu fiquei parado, nem o seguro".

Sem condições de se sustentar, ficou na casa de amigos. "A seguradora sempre me ‘enrolava’, ‘eu vou dar o seu dinheiro, seu seguro’. Mas nunca pagaram". A AIG, segundo o brasileiro, pagou a fisioterapia. O brasileiro ‘quebrou’ o repouso de um ano, recomendado pelos médicos, e arranjou outro trabalho. Marco contratou o advogado James Christmas, mas desistiu do caso e voltou para o Brasil. "Sofro muitas dores. Ele [o acidente] afetou a coluna, a região do baço dói muito".

Na época do acidente, Marco trabalhava para Vagner Alves, o qual pegava trabalhos no nome da construtora do irmão. Segundo o brasileiro, a AIG deveria pagá-lo a quantia de $700 semanais. "Fiquei três meses de cama, eles [AIG] não me deram nem um ‘dólar furado’".

Sem esperanças

Marco disse que ligou várias vezes para a AIG. A seguradora, segundo ele, sempre dizia que o pagaria. Quando sofreu o acidente, Marco Aurélio morava nos Estados Unidos há um ano e 11 meses, mais especificamente na cidade de Goose Creek (SC). O brasileiro atualmente mora em Ipatinga (MG), sua cidade natal, onde chegou em janeiro de 2007. Devido a interrupção do repouso, as costelas de Marco cresceram fora do lugar, segundo ele.

O mineiro não tem mais esperanças de receber o dinheiro. "Porque estou longe, e daqui é muito difícil. Só confio em Deus". Casado e pai de três filhos com idades de 17, 13 e 15 anos, Marco está desempregado. O sustento da casa está a cargo da esposa, que trabalha como enfermeira e é manicure nas horas vagas.

Segundo pessoas que moraram nos Estados Unidos, e que voltaram para o Brasil no ano passado, a AIG procurou Marco no apartamento onde ele morava na Carolina do Sul. "Se a AIG me pagasse pelo menos o tempo que fiquei parado, já ficava satisfeito. Já me ‘desapertava’ um pouco aqui no Brasil".

Contatado via e-mail pelo Comunidade News, o advogado James Christmas informou que não poderia falar sobre o caso. Segundo ele, regras éticas referente à confidencialidade, na Carolina do Sul, o impediam de falar, sem a devida autorização do cliente.

O Comunidade News falou por telefone com Joseph Norton, diretor de relações públicas da AIG, a quem passou o assunto por e-mail. Não seria possível, segundo ele, enviar as respostas até o fechamento desta edição.


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