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Fonte: Márcia Alves
Evento pretende orientar corretores e técnicos de seguro sobre as oportunidades diante de um mercado mais seletivo para riscos patrimoniais, abordando alguns aspectos da inspeção de riscos e das mudanças na regulamentação do resseguro.
O cenário atual não é dos melhores para os empresários que desejam contratar cobertura de seguros para riscos patrimoniais, especialmente para os empreendimentos mais expostos ao risco de explosão ou incêndio. Desde a abertura do resseguro, o mercado se tornou mais seletivo na aceitação de riscos, condição que se agravou com a adequação das seguradoras às regras de solvência, que exigem maior aporte de capital e de reservas. Por um lado, essa situação pode até representar uma ameaça aos corretores de seguros, que enfrentam dificuldades para colocação de riscos de seus clientes empresariais. Mas, por outro, também pode oferecer oportunidades à categoria.
"Cabe aos corretores, neste contexto, transformar essa dificuldade em oportunidade, abrindo frentes de aceitação para clientes que querem contratar seguros e se dispõem a investir em segurança patrimonial e em prêmios de apólices de seguros", ensina Nelson Fontana, corretor de seguros e diretor-tesoureiro da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS). Ele explica que durante o período de monopólio, o ressegurador estatal aceitava todos os riscos comerciais e industriais, porque os riscos bons compensavam os ruins. "O mercado operava sem saber se as fábricas tinham bom isolamento de risco, descrição dos sistemas de segurança, isolamento de áreas gravosas, danos máximo provável e perda máxima possível", comenta.
Com a abertura do resseguro, as operações se tornaram estritamente comerciais. "Portanto, todos os contratos de resseguros foram feitos com cautelas redobradas, operando-se somente nos riscos menos gravosos", diz. Além mais seletivas, algumas seguradoras também estão reduzindo sua capacidade de aceitação de riscos, em virtude das exigências de capital impostas pelas regras de solvência. "As normas exigem que a seguradora tenha capital correspondente a um percentual dos prêmios emitidos, daí porque muitas estão se associando a grupos estrangeiros ou realizando IPO na Bolsa de Valores. Entretanto, também há opção de ao invés de aumentar o capital, reduzir a aceitação, mediante subscrição mais criteriosa", diz.
Fontana deverá analisar essa situação em maior profundidade durante o "Fórum Técnico Riscos Patrimoniais e Resseguros: O que você precisa saber", que será realizado dia 1º de setembro, das 14h às 18h, no auditório do Sincor-SP. Promovido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) em parceria com a APTS, sob a coordenação das Comissões Técnicas de Resseguros e de Riscos Patrimoniais do Sincor-SP, o evento terá entrada gratuita para os associados de ambas as entidades.
Na ocasião, Cláudio Saba, da Marítima Seguros, tratará do tema "Inspeção de Riscos Industriais e Comerciais - Recomendações". A palestra seguinte será apresentada pelo corretor de seguros Renato Cunha Bueno, que falará sobre as "Mudanças da regulamentação e suas implicações". A parte do final do evento será reservada aos debates com a participação dos palestrantes e de representantes dos consumidores.
Serviço
Fórum Técnico Riscos Patrimoniais e Resseguros: O que você precisa saber"
Dia 1º de setembro, das 14h às 18h, no auditório da sede do Sincor-SP, à Rua Líbero Badaró, 293, 29° andar, Centro, São Paulo (SP).
Coordenação: Comissão Técnica de Resseguros e Comissão Técnica de Riscos Patrimoniais do Sincor-SP
Realização: Sincor-SP e APTS
Inscrições pelo telefone (11) 3188 5012, com Marcos.
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