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Corretores avaliam que momento é propício para o D&O


Fonte: FENASEG

O atual momento do país é propicio para o crescimento dos seguros de linhas financeiras, segundo o corretor de seguros Paulo Baptista, da Marsh. "Vejo um ambiente de maior litigância no Brasil. A legislação está mudando e o Ministério Público está muito ativo, basta abrir os jornais para comprovar isso", disse ele, em sua participação no painel de debates entre corretores, realizado no I Encontro Internacional Seguros de Linhas Financeiras, na última sexta-feira, dia 4, em São Paulo (SP), pela Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg).

No mesmo painel, Álvaro Igrejas, da Willis, destacou que, atualmente, os próprios clientes entendem a necessidade dos seguros de linhas financeiras. "As empresas estão mais enxutas e os executivos, por acumularem mais funções, estão mais expostos", disse. Por conta disso, ele revelou que tem recebido maior atenção dos clientes durante a exposição de produtos do ramo, embora seja demorada.

Questionado pelo mediador Sergio Narciso, da Transatlantic Re, se os corretores estão preparados para vender D&O, Álvaro Igrejas respondeu que "não". Segundo ele, muitos ainda veem esse seguro como uma commodity. Mesmo assim, acredita que o D&O tem muito espaço para crescer.[3]

Paulo Baptista reconheceu a deficiência dos corretores nessa área, mas ressaltou que, em contrapartida, os clientes estão mais esclarecidos. Por isso, sua orientação para esses profissionais é que não percam tempo apresentando aos clientes de D&O uma lista das coberturas e exclusões do seguro. Em vez disso, ele aconselha que se faça uma lista de perguntas-chave. "Não temos a pretensão de conhecer todos os riscos da empresa. Mas a própria empresa tem essa noção. Por isso, é preciso entender qual a expectativa do cliente", disse.


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