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Microsseguro tem crescimento acelerado no mundo e no Brasil


Fonte: FENASEG

Sem estardalhaços, o microsseguro dá saltos no mundo e hoje engloba um universo de cerca de 135 milhões de pessoas de países em desenvolvimento, utilizado para dar amparo aos riscos das classes sociais mais pobres.

E melhor: o número de usuários prossegue crescente, informa relatório do Lloyd’s de Londres. O Brasil segue o viés de alta mundial, tornando-se um instrumento importante na mitigação da vulnerabilidade de famílias de baixa renda. Dadas as perspectivas positivas no Brasil e no mundo, o microsseguro é o tema central do encontro que reúne, a partir de hoje, no Rio de Janeiro, mais de 400 especialistas. Nos três dias de debates, a 7ª Conferência Internacional de Microsseguros, que ocorre no Hotel Sheraton Leblon, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, mostrará os braços cada vez mais musculosos do seguro voltado para as classes sociais mais pobres.

Entre as presenças confirmadas estão o presidente da Munich Re Foundation, Thomas Loster; o vice presidente da Munich Re Foundation e presidente do Conference Steering Committee, Dirk Reinhard; o presidente da Microinsurance Network e da Microinsurance Innovation Facility da OIT, Craig Churchill; o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal Santanna; e o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Jorge Hilário Gouvêa Vieira.

Organizada pela Munich Re Foundation e pela Microinsurance Network, a 7ª Conferência Internacional de Microsseguros tem apoio da CNseg, da Susep, da GIZ/BMZ e da Universidade do Estado da Geórgia. Com 22 sessões e mais de 70 palestrantes abordando questões chave do setor, a conferência representa a maior reunião de especialistas em microsseguros no mundo. Os temas que serão discutidos durante a conferência incluem uma análise econômica de oportunidades e dificuldades de mercado, estratégias nacionais e regionais para desenvolvimento do microsseguro em relação às diversas partes do mundo, e abordagens inovadoras que melhorem a venda do microsseguro. "Na qualidade de país anfitrião, o Brasil é o local perfeito para a 7ª Conferência Internacional de Microsseguros", disse Dirk Reinhard, vice presidente da Munich Re Foundation e presidente do Conference Steering Committee. "O País está trabalhando para melhorar o acesso ao seguro pelo pobre por intermédio de uma série de caminhos. Com mais ou menos um quinto da população no Brasil vivendo em torno ou abaixo da linha da pobreza, o expressivo crescimento econômico do Brasil ao longo da última década, assim como um mercado de seguros comprometido, colocou o País em uma posição vigorosa para fornecer ao pobre ferramentas de gerenciamento de risco mais eficazes para quebrar o ciclo de pobreza."

A conferência também marca a ocasião em que o Congresso Nacional Brasileiro votará uma lei que incluirá legislação específica sobre atividades de microsseguros com a finalidade de melhorar o acesso ao seguro pela população de baixa renda do Brasil. "O aumento da renda ao longo dos últimos anos no Brasil e a disponibilidade de crédito possibilitaram a ascensão de grupos de menor renda (classes C e D). Entretanto, é fundamental criar condições que protejam o patrimônio destas famílias. O microsseguro é um instrumento legal para garantir estes resultados, assim como para criar o hábito de poupar destinado à educação financeira, portanto, é indispensável criar hábitos de poupança entre os brasileiros", disse Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da CNseg.

A Comissão de Microsseguros da CNSeg estima que o atual percentual de prêmio do Produto Interno Bruto (PIB) saltará de 3,5% para 7,5% em 2017, com a implementação da regulação do microsseguro. A projeção atual de clientes de microsseguros no Brasil situa-se entre 23 e 33 milhões de clientes, segundo pesquisa realizada pelo Centro para Regulação e Inclusão Financeira - Cenfri. Estima-se que, ao longo dos próximos 20 anos, perto de 100 milhões de clientes no Brasil terão acesso ao microsseguro.

Dados do Centro de Microsseguros, uma instituição para desenvolvimento, pesquisa e defesa do produto, estimam que, nos próximos dez anos, o mercado global de microsseguros atingirá aproximadamente um bilhão de novos consumidores, o equivalente a um terço do potencial de mercado. Mudanças climáticas, crescimento da população, urbanização e uma alavancagem tecnológica em inovações são fatores determinantes para a expansão deste mercado.[3]

Segundo o presidente da Microinsurance Network, Craig Churchill, a expansão do microsseguro para proteger o pobre deriva de uma variada gama de ações institucionais. Nas Filipinas, por exemplo, onde a conferência foi realizada em 2010, uma seguradora comercial da Malásia apresentou um crescimento no atendimento a pessoas de baixa renda de 4,1 milhões para mais de 5 milhões no período de 2007 a 2009, com a venda de cobertura em lojas de penhora, enquanto o Country Bankers Life forneceu cobertura para 800.000 pessoas por intermédio de bancos rurais. Durante o mesmo período, outros modelos também apresentaram crescimento significativo. Por exemplo, o MicroEnsure, um corretor especializado, oferece cobertura para 1,2 milhões de vidas, e um plano da PhilHealth para aumentar a proteção social a trabalhadores da economia informal oferece cobertura para pelo menos 28.000 pessoas.


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