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Novo ano trará desafios de salário e imposto


Fonte: Monitor Mercantil

Este ano começou com previsões de crescimento até acima de 5% para o país e, agora, as estimativas rondam 3%. Para o próximo ano, ninguém sabe o que irá ocorrer. Há dificuldades nos Estados Unidos e, na Europa, tudo pode acontecer, inclusive uma provável erupção ou limitação da Zona do Euro.

Mesmo assim, o governo insiste com um trem-bala que, na melhor das hipóteses, irá beneficiar o Sudeste - gerando uma dívida nacional. Um forte desafio é o salário-mínimo. O ano de 2011 terminará com inflação abaixo de 7%, mas o salário-mínimo terá reajuste de 14,26%. Não se sabe se a sociedade aceitará passivamente esse ônus ou se, ao contrário, empresas e condomínios irão cortar sua folha salarial para se adaptar a esse benefício social que é, ao mesmo tempo, um peso para quem paga salários. Como sempre, os aposentados acima do mínimo terão, no máximo, a reposição da inflação.

Não se pode esquecer que, há pouco, o Governo ampliou o aviso-prévio. Sobre isso, comentou um líder empresarial que esse ônus de três dias por ano será mais um agravante do custo Brasil. Trata-se, portanto, de mais um fator com impacto negativo sobre a competitividade das empresas, somando-se aos impostos elevados, juros exagerados, câmbio apreciado e os próprios encargos sociais sobre a folha de pagamentos já existentes no País. Assim, a promulgação da lei deveria ter a contrapartida de uma desoneração compensatória".

Todos sabem que a indústria luta para sobreviver diante das importações da China e empresários de renome afirmam que teria sido mais lógico e lúcido que a regulamentação da proporcionalidade do aviso prévio não tivesse sido feita de modo isolado, mas no âmbito de uma ampla reforma trabalhista. Isso permitiria a configuração de marco legal que atendesse à Constituição de 88 e, ao mesmo tempo, refletisse a presente conjuntura socioeconômica do Brasil e toda a complexidade da economia mundial.


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