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Aplicar no exterior é mais arriscado


Fonte: Terra Brasil

Investir é sempre uma boa alternativa para render dinheiro ou apenas economizar para projetos futuros. Seja na aquisição de um imóvel ou na compra de ações em bolsas de valores, qualquer investimento, entretanto, requer alguns cuidados - especialmente quando é feito em outro país. Isso acontece devido às variações cambiais, que afetam e tornam mais arriscadas as operações estrangeiras.

Para Cristina Helena Pinto de Mello, professora de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a princípio, é mais vantajoso e menos arriscado investir no próprio país. "Os ganhos no Brasil são significativamente superiores aos de fora. Também facilita caso seja necessário transferir o dinheiro para o herdeiro", explica.

A professora diz que o Banco Central Americano, mais conhecido pela sigla FED, deverá manter as taxas de juros baixas até, pelo menos, 2014, o que faz com que o dólar fique desvalorizado na maior parte do tempo. "É mais barato para o brasileiro investir lá, mas, desta forma, ele irá comprar um ativo, cujo valor da moeda é baixo, ao invés de se proteger ao comprar um ativo com moeda valorizada, a exemplo do real", afirma.

Além disso, Cristina ainda lembra que no Brasil as taxas de juros são bastante altas, ao contrário de outros países. Para ela, isso beneficia quem aplica no país, mesmo com ações e títulos mais baratos no exterior. "Ainda é vantajoso aplicar o dinheiro no Brasil. Nossa moeda está mais valorizada e, consequentemente, será mais desejada futuramente por outros investidores", comenta.

Aplicações fora do Brasil também são mais restritas aos pequenos investidores. Isso acontece, geralmente, pelo fato de que cada país tem legislação própria, criando barreiras para quem não está acostumado a aplicar.

Para Jorge Dib, gestor de investimentos da Grau Gestão de Ativos, é necessário entender o risco que se corre, para, então, saber se o investidor está disposto a encarar o desafio, pois qualquer aplicação fora do Brasil demanda um conhecimento mais especializado. "O risco cambial muda completamente o perfil do investimento", alerta.

Rossano Oltramari, analista chefe da XP Investimentos, acredita que, quando o foco é a diversificação de ativos, o exterior é uma boa opção. "Quando se tem muitos ativos no país e a intenção é aumentar a carteira, vale a pena o investimento estrangeiro. Mas, neste caso, estamos falando de grandes investidores, que conhecem melhor o mercado", afirma.

Cristina destaca que é muito importante ter um parceiro na hora de se fazer um investimento no exterior, especialmente porque o mercado muda com muita velocidade. "É essencial que o interessado tenha um parceiro na hora da aplicação, algum banco ou corretora de seguro. Afinal, ele tem que saber quais os seus direitos e deveres, além de informações técnicas e jurídicas do outro país", indica.

Mais segurança
Aplicar dinheiro no Brasil, além de mais fácil, é mais seguro. Para Oltamari, quem está pensando em investir em ações, títulos ou até mesmo no mercado imobiliário tem mais chances de sucesso no país. "Investimento é muito importante e, por isso, deve ser acompanhado de perto desde o início. Para quem quer começar, indico começar pelo Brasil", ressalta.

Além disso, ele acredita que o investidor tem mais a ganhar no Brasil do que em outro país. "Nossa economia está crescendo mais que outras, tem mais estabilidade macroeconômica e taxas de juros bastante altas, interessantes para os investidores. Para os pequenos e médios investidores, não vejo muito sentido em aplicar o dinheiro em outros países", finaliza.


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