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Fonte: Segs.com.br
Quando defendi as atitudes de Luciano Portal Santanna a frente da SUSEP, sabia o que estava fazendo. Enquanto chovia critica em carta, nota e vídeo, sem entender que o jovem exercia sua prerrogativa dentro do órgão regulador, percebi que muitos excelentes profissionais desta categoria não percebiam o alto grau de benefícios dos atos do governo para com os corretores de seguros. Sim, em nenhuma de suas atitudes a autarquia errou. Por isso o órgão foi acusado de procedimento incorreto, desde a retirada da ajuda financeira aos sindicatos, até a falta da "carteirinha do corretor", ou mesmo a dificuldade do corretor se comunicar com a SUSEP.
Verdades a parte, não foi a SUSEP quem quebrou o convênio. Ainda mais, não foi a SUSEP quem deixou de emitir a "carteirinha do corretor". E se o corretor não sabe, o cancelamento da ajuda feita pela seguradora Lider aos sindicatos, foi temporário; hoje, me parece, os sindicatos estão mais satisfeitos com a ajuda.
Mas o motivo de começar este assunto com os benefícios de uma SUSEP atuante não quer dizer que estou aqui para fazer propaganda gratuita, porque precisamos avaliar interesse classista acima de assunto personalístico, ou de interesse menor, dentro de uma lista emergente. Por exemplo:
- Fazemos abaixo assinado para ter uma "carteirinha de corretor" e esquecemos que o corretor não recebeu comissão sobre o custo de apólice durante mais de 30 anos. Isso não quer dizer que não ache importante a identidade profissional, ou que discorde da atitude de quem iniciou a medida, pois é justa em grande medida. Mas usei o exemplo para mostrar que o foco da nossa atuação pode não ser este. Além do mais, basta ler a entrevista que o superintendente fez para saber que a "carteirinha vai voltar". Infelizmente, diante de cerca de 70 mil profissionais, pouco mais de 1 mil; um número inexpressivo, pela força que carrega a nossa profissão e o nosso Mercado, assinou o reclame popular.
- Etc.
Inexpressivo, também, parece ser o nosso conhecimento sobre os direitos (e deveres) da nossa profissão. Porque não vi nenhum abaixo assinado sobre o CORRETOR SER MEDIDO PELA SINISTRALIDADE DO SEGURADO.
Você já ouviu falar que o cliente da seguradora é o corretor de seguro e não o segurado? O que você acha? Está certo ou está errado? Claro que está errado. A nossa existência não se submete a isto em nenhuma hipótese, mesmo legal.
Ser medido pela sinistralidade do segurado significa que o corretor precisa evitar o sinistro. Entretanto, para evitar o sinistro precisa conhecer o futuro, o que é uma prerrogativa de "DEUS", não acha? E ao medir a sinistralidade do corretor, torna-o funcionário, o que é proibido por lei e sujeito às regras da CLT.
Concordando ou não, é regra que os corretores de seguros sejam medidos pela sinistralidade de sua carteira. E mapear a sinistralidade na conta do corretor, num termo assim: Produção X Sinistralidade, é conhecido por todo o Mercado, como fato existente e normal. Normal? A SUSEP não acha.
Hoje é normal chamar corretor de Produtor. Produtor? O produtor e o corretor podem ser considerados como tendo as mesmas prerrogativas? De novo: Não, não e não. Corretor existe para defender o interesse do segurado.
Medir a sinistralidade na conta do corretor é legal? De novo, NÃO! E porque isto acontece? Como sempre disse, falta de conhecimento de direitos e obrigações. Posso afirmar que isso é absolutamente ilegal e juridicamente inconsistente.
Pelo que parece, vou continuar defendendo a posição firme do gestor Luciano Portal Santanna, porque ele considera este fato ilegal e um retrocesso para os segurados e corretores de todo o Brasil. Nos próximos meses a SUSEP vai regular a nossa profissão.
DESAFIO:
Por considerar a questão pertinente, desafio qualquer pessoa, entidade, seguradora, a provar que o MAPA DA SINISTRALIDADE X PRODUÇÃO na conta do corretor é legalmente correto. Inclusive, comprometo-me a publicar a perspectiva, mas com a devida critica de opinião. Quem sabe estamos errados? Mas vamos fazer isso de forma pública, ou calar é consentir em que é absolutamente errado o que se faz na conta do corretor.
Até lá, alguém sabe se a bola de cristal de vidente de sinistro funciona mesmo?
Armando Luis Francisco
Corretor de seguros
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