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Fonte: Revista Cobertura
Profissionais da capital e do interior veem oportunidades de negócios em consórcios, cartão de crédito, produtos financeiros e certificação digital, conforme estudo do Sincor-SP, elaborado pela Rating de Seguros
Os corretores de seguros da capital e interior de São Paulo estão mais interessados em operar com outros produtos - que não são seguros - e também estão preocupados com o preço diferenciado concedido a outros corretores. Estas são duas constatações da 2ª edição do Perfil das Corretoras de Seguros - PECS, divulgada hoje, 25 de julho, pelo Sincor-SP.
Ambos os pontos demonstram uma mudança de percepção dos corretores, na visão do autor do trabalho, Francisco Galiza, diretor da Rating de Seguros e consultor do Prêmio Cobertura-Performance.
A pesquisa aponta que 50% das corretoras na capital e 53% das corretoras no interior querem vender outros produtos como consórcios, cartão de crédito, produtos financeiros e certificação digital. "A corretora quer comercializar outros produtos para os seus clientes, mas não consegue. Há uma demanda que não está sendo suprida", mencionou Galiza, sobre o que considera a abertura de uma discussão com os profissionais.
O PECs 2012 contou com a participação de 1211 corretoras pessoa jurídica, cujos profissionais responderam a 16 questões divididas em cinco tópicos: identificação da corretora, características econômicas, avaliação estratégica do setor, avaliação tecnológica e avaliação trabalhista e educacional.
Na capital, 54% da receita das corretoras é oriunda do automóvel, RE tem 17%, saúde 11%, vida (8%) e previdência (3%). Já no interior, o auto corresponde por 62%, RE (16%), Vida (9%), 5% do saúde (5%) e previdência (3%).
De acordo com o estudo, 38% das corretoras ganharam até R$ 10 mil por mês em 2011 e 12% mais do que R$ 60 mil por mês. No Estado de São Paulo, 2% das corretoras faturaram acima de R$ 200 mil por mês e, na média, o faturamento chegou a R$ 400 mil em 2011.
Segundo o presidente do Sincor-SP, Mário Sérgio de Almeida Santos, o objetivo do trabalho é identificar a dimensão e posição dos corretores por meio das informações coletadas e elaborar ações dentro de suas necessidades. Para ele, o trabalho auxilia tanto o sindicato como as seguradoras nesse sentido. "O resultado possibilita tomar atitudes próximas à realidade do corretor. Com base no PECs vamos elaborar ações para que o corretor seja o melhor e maior canal de distribuição de seguros".
Conforme Galiza, a pesquisa não e só um trabalho acadêmico, pois tem utilidade prática ao permitir aos corretores conhecerem melhor a sua categoria. "Ao entender o corretor, as seguradoras podem desenvolver ações pontuais", destacou.
Inclusive, devido à importância do trabalho, Mário Sérgio adiantou que a Fenacor, por meio da Escola Nacional de Seguros, sinalizou o interesse em fazer um trabalho mais amplo para a classe.
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