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Rossi analisa os desafios do seguro frente às transformações da sociedade


Fonte: CVG-SP

O aumento da renda da população brasileira propiciou uma série de mudanças nos últimos anos, desde o maior acesso a bens e serviços até ao aumento da expectativa e vida. Para Marco Antonio Rossi, diretor-presidente da Bradesco Seguros e Previdência e presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), estas e outras transformações impactam diretamente a indústria de seguros. "Precisamos nos preparar para as novas mudanças, para enfrentar desafios que passam por produtos e por canais de distribuição", disse ele em sua participação em palestra da APTS, dia 11 de setembro, em São Paulo (SP).

Na exposição do tema "Os Desafios e Oportunidades da Indústria de Seguros", Rossi elencou os principais indicadores de mudança da sociedade brasileira. Um deles foi o crescimento da classe C, que já representa 54% da pirâmide social. Outros, foram o aumento do poder de compra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e dos jovens, que já representam 18% dos novos consumidores. O aumento da expectativa de vida também foi citado por ele, mas do ponto de vista de oportunidade. "Hoje, o país já contabiliza mais de 24 mil pessoas com mais de 100 anos, e essa faixa está aumentando de forma acelerada. Essa transformação nos favorece demais em relação ao futuro", disse.

De acordo com dados apresentados por Rossi, o setor de seguros já alcançou a participação de 5% no PIB. Ele reconhece que esse desempenho é reflexo do bom momento da economia e do aumento do consumo de seguros. Entretanto, o Brasil ainda ocupa a distante posição de 15º colocado no ranking mundial de seguros, apesar do grande desenvolvimento nos últimos anos. "Nosso desafio será aumentar a consciência da importância do seguro na vida do brasileiro", disse.

O avanço da tecnologia e o crescimento na economia ampliaram os canais de comunicação e de comercialização de produtos, propiciando um novo perfil de consumidor, mais bem informado e interativo. Rossi destaca a necessidade de o setor de seguros adequar sua comunicação e formas de comercialização a esse novo público. "A forma de vender seguros está mudando. É impossível imaginar que um jovem de 20 anos, que recebeu toda essa carga de tecnologia, compre seguro da mesma forma que a nossa geração", disse.

Nesse cenário, um dos desafios, a seu ver, será aumentar os canais de distribuição de seguro no Brasil. Por suas contas, ainda há muito espaço no mercado para atuação de novos corretores. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, por exemplo, existem cerca de 636 mil corretores habilitados, o que representa um corretor para cada 468 habitantes. No Brasil, os de 69 mil corretores ativos equivalem a um profissional para cada 2,7 mil habitantes.

Oportunidades

Rossi apresentou alguns indicadores positivos para setor, como o aumento de consumo de seguros. Segundo ele, atualmente, cerca de 58 milhões de pessoas físicas no país têm ao menos um produto de seguro. Esse resultado confirma sua tese de que aos poucos a visão do brasileiro em relação ao seguro está mudando. Ele ressaltou que a crescente expansão da economia e a evolução da sociedade vão criar a necessidade de seguros para as pessoas. Mas, será preciso que o mercado esteja preparado para lidar com esses avanços.


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