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Fonte: odiario.com
Capazes de desenvolver várias atividades ao mesmo tempo, sempre com uma pitada de sensibilidade, as mulheres deixam para traz o tempo em que o mercado da corretagem era dominado pelos homens. Conforme pesquisa divulgada pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), hoje, 32,7% dos 280 mil profissionais em atividade no País são mulheres.
A estimativa do Cofeci é de que a presença feminina no setor cresceu 144% na última década. Segundo a delegada regional do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná (Sindimóveis), em Maringá, Marisa Marutaka, as mulheres têm se preparado melhor para desempenhar a função, diferente de homens que aprenderam somente com a prática. Ela aponta que a presença feminina é maioria nos cursos de capacitação oferecidos pelo Sindimóveis.
Para Marisa, antes de conquistar espaço no setor, elas já estavam inseridas no mercado como compradoras, dando a palavra final nos negócios realizados pelas famílias. "Com a prática da compra e olho clínico sobre as melhores casas, apartamentos, salas, as mulheres passaram a vender também", destaca.
Sobre a relação entre homem e mulher no setor, a delegada do Sindimóveis ressalta que, hoje, não há diferenças e que o trabalho feminino é cada vez mais respeitado. "O preconceito é coisa do passado. Hoje, o trabalho das mulheres, inclusive, tem sido especificamente requisitado", diz.
Vocação
Há 15 anos na profissão de corretora, a professora e também gerente de imobiliária, Claudilene Sandri Altoé, conta que quando ingressou no mercado a maioria dos colegas de trabalho era homens.
Na opinião dela, além do fato de as mulheres se mostrarem tão competentes quanto eles, o número de corretoras cresce graças à possibilidade de ajuste de horários que a função oferece. "A corretagem permite a adaptação do tempo, o que facilita o desenvolvimento concomitante de tarefas domésticas e profissionais", ressalta.
Formada em Marketing, Claudilene começou no departamento de locação e, só depois, migrou para o setor de vendas. Ela destaca que a percepção sobre a vocação dela se deu com os resultados obtidos com dedicação e trabalho.
A corretora conta que existem vários tipos de clientes e colegas de profissão, mas que, em geral, não enfrenta problemas para desempenhar a função. Segundo ela, o diferencial do trabalho feminino é que as mulheres têm como vantagem um perfil mais sensível, capaz de perceber rapidamente a necessidade do cliente.
Outra profissional em atividade em Maringá é a corretora Tânia Regina Guandalini Gatto, que ingressou no mercado há 20 anos, seguindo o exemplo do marido. Foi ao observar negociações e detalhes que poderiam ser explorados que Tânia passou a se dedicar à profissão.
"Naquela época, quando a telefonista passava ligações de clientes, principalmente homens, ouvíamos alguns insistirem em ser atendidos por homens", relata. No entanto, ela acrescenta que o cenário mudou significativamente nos últimos dez anos.
Na opinião de Tânia, as mulheres inspiram mais confiança e honestidade, o que faz o cliente se sentir mais seguro para fechar negócio. Além disso, para ela, as corretoras têm mais capacidade para lidar com situações de desafio e com o psicológico do cliente. "É um trabalho árduo e difícil, onde lidamos com leis todos os dias e auxiliamos as pessoas a conquistarem os sonhos delas", declara.
Tânia destaca que existem imobiliárias, onde o quadro de funcionários chega ser 90% feminino. Ela ressalta, ainda, que o segredo do bom trabalho é investir em capacitação e atualização.
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